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TEREZA
CRUVINEL – O GLOBO 22.07.07
A gula das aéreas e
a inépcia estatal
As companhias aéreas vão chiar. Com as
medidas baixadas pelo governo na sexta-feira, elas vão ganhar menos
dinheiro. Vão gastar mais para redistribuir os vôos que concentraram em
Congonhas. TAM e Gol tiveram lucros gordos na crise, enquanto eles
minguavam lá fora. Desafogar Congonhas é uma medida corajosa, mas, com
esta Anac servil às companhias, será difícil.
Mais difícil ainda será enfrentar a resistência da Infraero à abertura
de seu capital e à construção do novo aeroporto de São Paulo pelo regime
de PPPs.
Para especialistas, as medidas são boas, mas têm dois graves defeitos.
Um, não
terem sido adotadas antes. Para isso, só faltou decisão ao governo.
Outro, não
terem vindo acompanhadas da unificação da gestão num só comando.
Com o remanejamento dos vôos de Congonhas, os primeiros cálculos indicam
que a TAM perderá mais de cem conexões e cerca de 200 escalas. A Gol,
quase o mesmo número, e a Pantanal, menos de cem. Elas não estão
acostumadas a obedecer, e sim a convencer a Anac. Obtiveram o aumento de
cerca de 40% dos pousos e decolagens em Congonhas, nos últimos três
anos, e a liberação da pista reformada antes das ranhuras prontas. Como
irá esta Anac amiga impor mudanças que vão reduzir os ganhos? Pode ser
preciso trocar alguns diretores, admite um ministro de Lula. O governo
agora excomunga a Anac, mas foi ele mesmo que nomeou seus diretores por
critérios políticos. Recentemente, a ministra Dilma brecou,
escandalizada, uma proposta de recesso (fora as férias) para servidores
da agência, cujo presidente é ligado à ministra.
É verdade que, com o fim do monopólio TransbrasilVarig-Vasp, e a entrada
da Gol em cena, a competitividade aumentou, os preços baixaram e mais
gente passou a voar. As tarifas caíram cerca de 40%, embora o preço do
petróleo tenha subido.
A demanda aumentou 12% em 2006 e 13% só no primeiro semestre deste ano.
Mas as companhias levaram também para o setor uma mentalidade de
empresas de transporte coletivo: ônibus cheio, faturamento alto. Se nos
últimos cinco anos os passageiros saltaram de 40 milhões para 57 milhões
ao ano, a frota nacional encolheu, de 366 para 230 aeronaves. A receita
para manter o faturamento nas alturas foi operar em regime de “ônibus
cheio”: cerca de 72% de ocupação média dos assentos. Às vezes, como no
caso do avião que explodiu em Congonhas, 100% de ocupação. E cortando
custos com a centralização das conexões em aeroportos centrais como
Congonhas.
Estas são críticas às empresas, feitas por uma autoridade do governo que
não é da Anac, naturalmente.Agora, vejamos o que diz do governo um alto
executivo do setor. Ele supõe que o acidente de São Paulo não teve
relação com o apagão, não teria acontecido se o avião com defeito no
reverso tivesse ido logo para a oficina. Não foi porque a empresa não
podia prescindir da aeronave. Mas apagão mesmo virá, diz ele, se o
Estado não for além do já prometido. A Infraero, com a governança atual,
leva dez anos para tirar uma decisão do papel e começar uma obra. Este
novo aeroporto de São Paulo não sairá nunca. Com a abertura do capital,
a gestão da empresa terá que mudar, aposta o governo. Mas é preciso
mudar a mentalidade: a Infraero gosta mesmo é de investir em terminais
de passageiros.
Não gosta de fazer nem reformar pistas, não gosta de obras pequenas,
porém
necessárias. Talvez porque isso não dê propina, diz o aeroteca. A pista
principal de Congonhas pede reforma há cinco anos, mas só saiu na
emergência.
Obra cara e sem licitação.
Melhor do que abrir o capital da Infraero, diz ele, será adotar o modelo
da
Inglaterra, onde todos os aeroportos são privados. Ou o de Nova York,
onde um
ente público, a Port Authority, concede a exploração do serviço a quem
constrói
a infra-estrutura. A gestão, ele concorda com o que se discute no
governo, terá
que ser centralizada e tendo a Anac como cabeça do sistema, mas chefiada
por um gestor buscado no mercado de talentos.
Pode haver acertos e impropriedades nestas considerações sobre o setor
aéreo.
Mas, agora, tudo é subsídio. O tema para especialistas entrou na esfera
pública.
MERVAL PEREIRA – O GLOBO 22.7.07
As falhas do
Governo
O diagnóstico do
governo de que a Agência Nacional de Aviação
Civil (Anac) foi “capturada” pelos interesses das companhias aéreas,
desaconselharia, neste momento, a privatização de atividades do sistema
aéreo
comercial, embora essa possa vir a ser uma solução depois que o setor
estiver
reorganizado. O que parecia ser a vitória do capitalismo, com o aumento
da
produtividade das empresas aéreas, está se revelando uma atuação
selvagem, no
“limite da irresponsabilidade”.
O economista Paulo Rabello de Castro, que atuou como consultor da
associação dos
pilotos da Varig no período em que a empresa tentava encontrar uma saída
para a
crise financeira, afirma que a segurança de vôo está “umbilicalmente
ligada à
qualidade e nível de manutenção dos equipamentos, como também aos apoios
de
infra-estrutura em terra”.
Mas ele chama a atenção para o fato de que “principalmente, e antes de
tudo”, a
segurança na aviação comercial depende “da qualidade técnica e nível de
treinamento do pessoal envolvido na operação, a começar pelos pilotos e
co-pilotos em cada vôo e à capacidade e experiência das empresas
aéreas”.
A oferta do serviço aéreo comercial ficou grandemente prejudicada a
partir de
meados de 2006, num momento em que a demanda passou a se expandir
vigorosamente.
Mas Paulo Rabello lembra que “a oferta minguou no mesmo período,
primeiro pela devolução de aeronaves perdidas pela Varig, praticamente
toda sua frota doméstica, não reposta com facilidade pelas concorrentes,
agora transformadas num duopólio da aviação doméstica”.
Além disso, Paulo Rabello de Castro lembra que houve a “exportação de
centenas de comandantes, dentre os mais experientes e bem treinados”.
Segundo ele, hoje existem cerca de 400 pilotos e co-pilotos brasileiros
trabalhando em companhias aéreas européias e do Oriente.
Liberal convicto, Paulo Rabello de Castro questiona o papel do mercado
na
solução da crise aérea aberta com o desaparecimento da Varig: “Onde
esteve o
planejamento de uma mudança de tal relevância e grau de dificuldade?” .
Ao contrário da opinião predominante, Paulo Rabello discorda do “caráter
quase
mágico atribuído ao ‘mercado’ como supridor de soluções rápidas e
indolores para
a crise aérea brasileira”. Para ele, “a seqüência de eventos que, entre
2005 e
meados de 2006, determinou o definhamento dos serviços da Varig, guarda
absoluto
nexo causal com os sinistros aéreos que têm ocorrido agora”.
Paulo Rabello critica o fato de o “mercado” ter considerado natural “o
desaparecimento virtual da Varig, tida como ineficiente e deficitária, e
a
assunção do serviço e do seu mercado pelas ‘concorrentes’ lucrativas”.
Na aviação comercial, diz ele, “certamente haveria que se considerar as
conseqüências da interrupção da empresa líder do serviço aéreo
brasileiro, sendo
o fator humano essencialíssimo para a segurança de vôo”.
Segundo o economista, o problema não cessará “simplesmente por haver o
governo
anunciado esta ou aquela demissão ou prometido verba bilionária. O
apagão geral
é, sim, de responsabilidades, de planejamento inteligente, de
antecipação de
situações”.
Para ele, trata-se, sobretudo, “de uma pane da legalidade e de um
colapso da
ética no trato dos interesses da sociedade brasileira. Suscita,
portanto, nos
foros adequados, a discussão da cadeia de responsabilidades, legais e
judiciais,
associada ao sinistro de 17 de julho”.
Ele acha que, mais que apontar as causas próximas do recente acidente da
TAM, “o
fundamental é buscar as causas remotas, que são as mais relevantes”. O
governo
deveria estar atento ao conjunto do serviço em si, “à operação da malha
aérea, à
capacidade das empresas de resistir a pressões para voar além dos
limites
admissíveis, a perícia e o exaustivo treinamento dos aeronautas e
controladores”.
Paulo Rabello considera fundamental “questionar à exaustão por que não
foram
atenuados os fatores de risco controláveis, aqueles para os quais há
sempre o
recurso da ação humana preventiva, isto é, a aplicação das regras do
setor e sua
rígida fiscalização, as rotinas e procedimentos das companhias, que, em
conjunto, conseguem mitigar grandemente o risco inicial da aviação
comercial”.
Ele lembra que existe na aviação o MEL — do inglês “minimum equipment
list” —
que deve ser observado estritamente.
“Mesmo os elementos de risco ditos nãocontroláveis, como a chuva forte,
podem
ter seus piores efeitos significativamente amenizados por regras de
prudência”,
ressalta.
Evidentemente, diz Paulo Rabello de Castro, “cada procedimento mitigador
ou
atenuante de riscos tem um custo econômico, razão pela qual um juízo de
equilíbrio deve ser emitido pelos responsáveis da atividade, a cada
momento,
sobre como proceder, de modo a manter os riscos e os custos de
controlálos, em
níveis considerados ‘aceitáveis’, tanto em termos de vidas em jogo,
quanto de
custos operacionais”.
Uma das decisões anunciadas pelo presidente Lula, de exigir que as
companhias
aéreas tenham sempre aviões e tripulações de reserva para situações de
emergência, era procedimento rotineiro quando a Varig operava, conta
Paulo
Rabello de Castro. O fato de as companhias aéreas que estão operando
atualmente
não adotarem essa medida seria sinal de que estariam trabalhando no
limite de
seus equipamentos, sem margem de segurança, o que aumenta o risco.
É nesse ponto, mais uma vez, que se estabelece a culpa do governo pela
crise
aérea que estamos vivendo há quase dez meses, que atingiu
simultaneamente os
controladores de vôo e as companhias aéreas, revelando uma degradação do
sistema
aéreo do país como um todo.
Se as companhias aéreas falham, se os controladores falham, falha antes
a
supervisão do governo.
As falhas do governo
Dá para
avançar no segundo turno?
Marcos Pinto Basto
Não dá! Porque os debates, assim
com as pesquisas de opinião pública, têm falhas grosseiras propositais,
de modo a deixar continuar a farsa eleitoral. Os candidatos digladiam-se
com acusações que já deveriam ter servido como base a ações na Justiça.
Prometem e, depois de ganharem o pleito, esquecem tudo o que foi dito na
campanha!
Ao registrarem suas candidaturas ao cargo de presidente da República,
deveriam apresentar seus projetos de governo, que seriam obrigados a
implementar logo após a posse, sendo avaliados após 6 meses no cargo e
aprovados pela sociedade ao final de um ano.
A desaprovação da sociedade representaria o fim do mandato. A lei que
deveria reger a eleição presidencial seria um artigo intocável da
Constituição, só podendo ser alterado em plebiscito popular. Este artigo
deveria incluir parágrafos fundamentais ao exercício da democracia, como
voto livre, idoneidade do candidato, conduta moral, conduta no cargo sem
imunidades que não fossem as inerentes à conduta de eterno denunciante
de todos os crimes de lesa-pátria.
Do jeito que está, não dá para avançar no segundo turno. Milhões de
reais desperdiçados, tempo perdido e dezenas ou centenas de conhecidos
figurões sugando a fortuna bilionária que pagamos anualmente de
impostos.
O
mais difícil será encontrar um grupo de cidadãos patriótas
suficientemente numerosos e ardorosos defensores da liberdade, capazes
de arregimentar a Nação inteira a promulgar esta lei que modificaria
completamente o panorama político administrativo da Nação.
marcospintobasto@superig.com.br
Os Tentáculos
do poder e a força do Polvo
Lídia Dourado
A pergunta deixou de ser aquela do mote da campanha de segundo turno do
tucano: "de onde vem o dinheiro?" Agora, o importante é saber aonde
vamos parar. Por que a respeito da veracidade do conteúdo do tal dossiê
ninguém ainda provou nada. O Serra encerrou dizendo que era mentira e
ponto final!
A rede Globo aglutinou seus interesses ao fato, fez o povo acreditar e
determinou a ida do Alckimin para o segundo turno.
E agora, 15 minutos diários do Jornal Nacional são destinados á
proliferação de novos nomes, suspeitos e envolvidos. Deveriam incluir
mais alguns aí, como suspeitos de parcialidade clara e extrema: Ali
Kamel,Fátima Bernardes, William Bonner, Carlos Azenha, os eficazes
chefes do marketing político dos Tucanos da GW produções, Fausto Macedo,
Paulo Baraldi (onde está o áudio com a conversa com o delegado?) entre
tantos e tantos outros. Mas eles só estão cumprindo o seu papel de
jornalista! E uma pergunta nova desponta: Qual o verdadeiro papel da
imprensa? O Que é a profissão e quem são os jornalistas?
Com toda essa trama, já não é a primeira vez que comparamos os políticos
e suas guerras partidárias às gangues das periferias mais violentas e
suas técnicas de extermínio do rival. Agora, esses jornalistas entram na
dança e se tornam os traficantes de informações e mentiras, manipulam os
fatos junto aos seus comparsas partidários e ludibriam o povo com seus
furos de escopetas televisivos e suas denúncias de compra e venda de uma
droga de dossiê. Só que esta rasteira no favorito da corrida
presidencial já é um golpe antigo, lá do tempo da corrida maluca da
Penélope Charmosa.
A decisiva influência da mídia já levou nosso país a muitos golpes de
retrocesso, o maior deles foi o de 1964. Mas não vamos longe, nas
eleições passadas houve um. Com a história da filhinha do Sarney e o
dinheiro suspeito na empresa do seu digníssimo marido. Mas o dinheiro,
depois das eleições, era limpo. Não que fosse um grande avanço ter a
charmosinha na disputa da presidência da república, mas a democracia
serve para isso.
Lorenzetti, sanguessugas, ambulâncias, ex-ministro da casa civil,
Gilberto Carvalho, a indagação/acusação de que o presidente sabe de onde
vem o dinheiro e até churrasqueiros e seguranças particulares são
citados ao léu, presos sem mandatos, tudo para atingir o homem, tudo
para não deixar o homem trabalhar. Por quê? Por que são inegáveis os
índices de crescimento social nos quatro anos de Lula.
O tiroteio continua e a Polícia Federal agora também tem que investigar
seus próprios funcionários, é muito trabalho. Já não basta o PCC? Que
tal fazer a CPI da imprensa?! O problema da liberdade de expressão é
justamente quando ela vira libertinagem de expressão. E o povo, com sua
sabedoria proveniente de não sei de onde, sabe que essa manobra cheia de
tentáculos jornalísticos não vai pra muito longe. Vai ser Lula de novo,
com a força do Polvo.
Lídia Dourado, estudante de Teatro, 18 anos - Salvador - Ba.
lidiacarla_@hotmail.com
Um não
rotundo
Marcos
Curado
Minha escolha sugere, dramaticamente, assumirmos o esforço e o
sacrifício de uma mobilização democrática pelo voto nulo, um não
rotundo. Pois, a continuada manutenção dese modelo econômico, na
verdade, legitima a corrupção e, mais fundamentalmente, a permanência no
poder da oligarquia que nada tem haver com os interesses nacionais.
Não se pode votar livremente. A manutenção dessa ordem que convêm
as classes dirigentes, condiciona a mentalidade da população,
evidenciada, mais uma vez, no resultado eleitoral e em tantos outros
interesses do capitalismo neoliberal do livre mercado globalizado das
multinacionais e banqueiros.
Enfrentar essas forças poderosas que se beneficiam desse drástico
status quo da realidade nacional, que teimam em manter e conservar.
Iremos assistir os porta-vozes dos EUA nos acusarem de subversivos,
comunistas, terroristas e até nos rotular de destruidores da amazônia e,
nos intrigar com o resto do mundo, além de sofermos aqui em nossa
própria nação uma gigantesca massa de propaganda, feroz, para nos
intimidar e anular.
Trazer à luz um fragmento da nossa história em que a oligarquia
perdeu, provisoriamente, o poder do governo federal, para daí,
considerarmos como preocupações às ameaças potenciais. Todavia, é
importante frisar que certamente será desagradável e inaceitável;
absurdamente reprovável e intolerável para quem preserva esse status quo.
A interferência indébita no processo eleitoral pelos meios de
comunicação, principalmente pela RedeGlobo, instrumento de alienação e
deformação da consciência, tem proporcionado ao povo brasileiro as
maiores frustrações e indignação. Pois, o povo cheio de espeança com as
diretas jà e a continuidade democrática, se vê, já manipulado na
primeira oportunidade com o estelionatário plano cruzado servindo-se de
fiscal do Sarney. Depois, o jovem atleta, simbolo da renovação e
modernismo, a farsa que confiscou a poupança do brasileiro e acabou
cassado pelos mesmo que o elegeram, numa influência e interferência da
Rede Globo que persuadiu a juventude estudantil cozinhada na estufa da
ditadura para ir a rua de cara pintada.
Apartir daí, então, praticamente extinguida a possibilidade de
reverter o quadro político nacional, pois, a população da frustração e
da indignação se deixou levar pelo conformismo e pela apatia. A
mediocridade foi implantada na mente de grande parcela da população para
aceitar nada mais que insignificantes migalhas. Assim sendo,
ardilosamente foi programado a derrogada do voto consistente, livre e
emancipado, e, em seu lugar foi aprovado, em favor desse mesmo voto,
somente os limites necessários para o povo ir as urnas eletrônicas que
não permite a recontagem de voto, exercer sua obrigação de votar:
elegendo os políticos, numa maioria esmagadora, que mantém garantido
permanentemente os interesses que o elegeram.
Somos um doente crónico que não faz nada além de respiar. Nossa
voz retorna boca adentro ao rechaçar nas cabeças configuradas pelos
programas da Rede Globo, seus semelhante, similares e simpatizantes. Nos
restando, somente processar a fotossíntese.
Enfim, como a democracia no país é algo de valor incalculavel
pela sua raríssima raridade. Peço que desconsidere meu apelo pelo voto
nulo. Vou votar pela democracia mesmo sendo uma trágica escolha entre o
diabo e a coisa ruim.
Marco Curado
curadodobrasil@yahoo.com.br
Cotas nas
universidades
Os
comentários enviados sobre
nossas colunas
Os artigos de Pedro Porfírio
denunciando o "contrabando made in USA" na proposta de cotas raciais
para as universidades públicas mereceram os mais diversos comentários.
Veja a seguir:
Não pare de escreverPorfirio,
Parabéns pelas matérias sobre cotas nas universidades.
Não pare de escrever sobre o assunto. Talvez consiga
impedir o andamento e conclusão deste processo. Tenho
um filho universitário (UERJ), que já teve amigos
prejudicados no vertibular graças ás cotas.
Ana Concli
anaconcli@yahoo.com.br
Uma excrescência do Congresso
"Meu caro Pedro Porfírio
O sistema de Cotas para negros foi criado nos EUA como uma reação contra o apartheid que até então lá havia, segregando os negros, e como uma tentativa de apaziguamento dos protestos raciais.
Mas ela foi derrubada pela Suprema Corte, inclusive com o significativo voto de um juiz negro, que o considerou como uma forma de racismo.
Aqui surgiu como uma excrescência do nosso Congresso.
Considero que não irá contribuir para melhorar a nossa sociedade mas, muito ao contrário, irá rebaixar o nível do ensino nas universidades, como você muito bem abordou:
“privilegiar um número significativo de candidatos despreparados (negros ou brancos, ou verdes) leva ao rebaixamento do nível das aulas, e contribui para o desmantelamento da cultura do país. Os alunos mais despreparados não têm escolha outra do que lutar para passarem, independentemente de terem assimilado o material ou não. A pressão política torna-se insuportável para os professores e para a administração, e mesmo que esta não entre, existe a pressão humana, porque normalmente os professores preferem aprovar os alunos por uma questão de empatia com os alunos”.
O nível do nosso ensino já está muito baixo. Note que nas provas de aptidão da OAB a reprovação é superior a 70%. Índice igual seria obtido se todas as Ordens e Conselhos de classes adotassem o mesmo sistema de exames para permitir o exercício profissional.
O que precisamos não é de diplomados, mas sim de profissionais competentes, que sejam capazes de contribuir para o desenvolvimento do pais, a exemplo do ITA, cujos engenheiros foram capazes de construir uma EMBRAER, que compete em situação de igualdade com as melhores empresas aeronáuticas do mundo.
Pedro Paulo Rocha - Eng.
Curitiba" -p.rocha@terra.com.br
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Ensino básico, nada
É, caro
Pedro, as
cotas são
aquela velha
maneira de
resolver,
sem de fato
resolver, os
problemas
com uma
canetada.
Não dá
trabalho!
Assina-se um
decreto ou
Mp e pronto!
Agora,
cuidar do
ensino
básico dá um
trabalhão,
remunerar
bem os
professores
sai caro,
então, viva
as cotas!
Entrar
na
universidade,
os cotistas
entrarão,
mas
sair(diplomados
e aptos) é
que serão
elas.
Luiz Leitão
-
luizleitao@allsites.com.br
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Um
vírus exportado
Caro
senhor Porfírio:
Tendo vivido nos EU há 33 anos, onde fui
professor de física (hoje sou
aposentado), eu tenho algumas
observações sobre as quotas. Fazendo
curta uma longa história, existe um
problema, o qual é a queda forçada do
nível dos cursos. Acredito que qualquer
professor lhe confirmará que cada turma
numa mesma instituição tem um nível
médio ligeiramente (no Brasil)
diferente. Isto dá oportunidade ao
professor de se aprofundar mais (quando
melhor nível) ou impede o progresso
desejável (quando pior nível). Nos
Estados Unidos a variação intelectual de
uma turma para outra, dentro da mesma
universidade e curso, variação apenas de
ano para ano, é muito maior do que no
Brasil, tabém dentro da mesma
universidade e curso, opinião
compartilhada por colegas brasileiros
que ensinaram aí e aqui, assim como a
variação intelectual dentro de qualquer
turma (diferença do nível dos alunos
dentro de uma turma) é muito mais larga
nos Estados Unidos do que no Brasil. Se
bem que eu não tenha experiência de
professor no Brasil, eu me lembro do meu
tempo de estudante.
Ora,privilegiar
um número significativo de candidatos
despreparados (negros ou brancos, ou
verdes) leva ao rebaixamento do nível
das aulas, e contribui para o
desmantelamento da cultura do país.
Os alunos mais despreparados não têm
escolha outra do que lutar para
passarem, independentemente de terem
assimilado o material ou não. A pressão
política torna-se insuportável para os
professores e para a administração, e
mesmo que esta não entre, existe a
pressão humana, porque normalmente os
professores preferem aprovar os alunos
por uma questão de empatia com os
alunos.
Os grupos de análise nos Estados Unidos,
o que êles chamam de «think tanks»,
estão a par do resultado, porque isto
aconteceu nos país deles, em que as
cotas foram introduzidas em consequência
das revoltas sociais dos anos 60. Na
minha opinião este foi o terceiro fator
em importância no desmantelamento do
sistema de ensino americano. Se nos
Estados Unidos as cotas foram um fator
menor no desmoronamento do sistema de
ensino, isto não quer dizer que todos os
analistas concordem com a minha análise,
mesmo porque para um americano branco é
mais agradável aceitar isto como o fator
primordial, um fator psicológico que
afeta alguns analistas. Mas de uma
forma ou de outra, quer que se considere
a mistura forcada como o fator principal
ou não, qualquer analista americano que
olhe o problema americano, reconhecerá
que a mistura forcada contribuiu para o
desmoronamento do sistema de ensino nos
Estados Unidos, e portanto os analistas
americanos estão a par de que a mistura
forçada contribui para a destruição do
sistema.
Se o senhor pensa que os EU não são tão
maliciosos para plantar este vírus no
Brasil, por favor leia o «Confessions of
an Economic Hitman» («Confissões de um
Assassino Econômico») do John Perkins.
Perkins trabalhava clandestinamente para
a NSA (National Security Agency) e para
a CIA,
ostensivamente para uma companhia
particular encarregada de construções
pelo mundo afora. Mas o objetivo era
outro, de destruir as economias locais,
o que o Perkins explica com detalhes e
sem meias palavras. Ou, de uma forma
mais sutil, e em um livro que foi
traduzido para o português, o Joseph
Stiglitz em «Mundialização e os seus
Opositores» (? «Globalization and its
Discontents») escreve que não entende
como os economistas do FMI e do Banco
Mundial forcem nos países do terceiro
mundo medidas que são reconhecidamente
destrutivas, como ensinado nos cursos
mais elementares de economia. O
Stiglitz é ou ingênuo ou malicioso,
porque acredito que os economistas
sabiam perfeitamente bem o que
aconteceria na Korea e países vizinhos
no final dos anos 90, ou na Argentina
recentemente, etc.
Se o senhor tiver tempo eu teria prazer
em discutir o assunto com o senhor na
minha próxima ida ao Rio.
Saudações
Sergio Monteiro
ProfessorSerge@Yahoo.com
MonteiroSerge@Yahoo.com
Demagogia política
Caro Sr. Porfírio,
Triste é o país em que direitos, ou
mesmo falsos direitos, tenham que ser
obtidos mediante a necesidade do cidadão
ter que manifestar sua origem
racial.
Não tinhhamos diferenças raciais no
Brasil, agora por conta da demagogia
política, os descendentes de negros
deixam de lado critérios que privilegiam
a meritocracia para abraçar critérios
que favorecem alguns brasileiros.
Gerhard Erich Boehme
gerhard@boehme.com.br
Professor a favor das cotasCaro Pedro
O tema das "cotas" é mais que oportuno. Tive a oportunidade de participar de um debate oficial no ano passado sobre temas universitários, porquanto candidato a Reitor da Universidade Federal de Campina Grande. A proposta do oficialismo esteve incluída em todos os debates, mas, na verdade, não entusiasmou a comunidade universitária. Particularmente firmei minha posição, em divergência com os concorrentes, hipotecando irrestrito apoio ao que chamei de seleção racial. Isso não impede, entretanto, de emprestar minha solidariedade ao seu pensamento, que considero um facho de luz que incide sobre o debate.
Penso, contudo, que, a despeito da origem da proposta, ela pode ser bem aproveitada em meio a contraditória realidade vivida no nosso sistema educacional. Nesse sentido, seria o caso de fazer adaptações na proposta do oficialismo e implementá-la sem transgredir o critério de seleção por mérito que garante a solidez da Instituição Universitária. Propus, por exemplo, que as vagas oferecidas no vestibular fossem aumentadas em 20%; acréscimo este destinado a selecionar os afrodecendentes por ordem de classificação até o número de vagas suplementares. Assim, mesmo considerando a exclusividade, não se destacaria a questão da reserva beneficiando a população negra, e sim o aumento de número de vagas, perfeitamente assimilável na atual estrutura do sistema público de ensino superior. Do ponto de vista do mérito, posso te garantir não haver qualquer prejuízo. A título ilustrativo veja o seguinte exemplo. A UFPB inscreve de 3000 a 4000 candidatos para as 100 vagas do curso de medicina. São classificados 500 (5 x número de vagas) para realizarem uma segunda fase onde serão escolhidos os 100 com as melhores notas. Ocorre que a diferença numérica é tão pequena que não se pode dizer qualitativamente quem são os 100 melhores candidatos. Ou seja, se tivesse que escolher 20 negros, além dos 100, nesse universo, não haveria qualquer prejuízo no que concerne ao mérito intelectual.
Concordando consigo, o problema do sistema educacional brasileiro está na base. Brizola e Darcy foram as únicas almas políticas que ousaram na tentativa de combater essa chaga que compromete o destino do Brasil como nação independente, depois da decadência imposta pelo conservadorismo golpista de 64. Neste norte, querer maquiar o problema, substituindo-o por um programa de "cotas" é um escárnio à inteligência do nosso povo. Sem deixar de declarar essa necessidade, pode-se, perfeitamente, aproveitar a chamada "ação afirmativa" para alcançar, como medida suplementar, aqueles que cresceram e não tiveram direito a uma escola digna, como forma de, a curto prazo, mudar um pouco a cor dos universitários e dos profissionais de nível superior brasileiros.
PS Problema sério, que merece maior destaque é a cota pra escola pública. Aí eu cito Darcy, é querer congelar a estrutura do jeito que ela aí está. Outro, não menos sério, que merece uma reflexão da sociedade, é a ação nefasta da indústria da educação (e dos cursinhos), a que tenho chamado de espécie de "pedofilia acadêmica" em face do mal que tem causado aos nossos jovens, por meio do controle da gerência dos concursos vestibulares das instituições públicas.
Romulo Paz -romulo@camboriu.jpa.com.br
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Cotas para
os
legislativos
Caro Pedro.
A principio
eu sou ou
seria a
favor das
tais cotas
quando se
pensa em
escolas
públicas
normalmente
com acesso
aos mais
abastados e
não aos
pobres e
entre eles
os negros e
minorias,
etc., embora
eu realmente
ache que o
assunto deva
ser debatido
antes que se
cometa algum
absurdo e
saltemos num
caminho
escuro que
ao invés de
resolver um
problema
abriremos
outro que
ainda não
temos, mas
esta sua
comparação
com o
legislativo
acabou sendo
divertida
porque
fiquei
imaginando a
reação dos
deputados e
senadores
diante de
tal medida
que se for
coerente
para as
escolas
públicas
também o
sera para o
legislativo,
e com isto
para todas
as áreas e
como
ficariamos
no futuro ?
Realmente
estaríamos
organizando
a sociedade
não por
classes ou
condições
sociais que
sequer se
organizou
até agora
embora a
maioria seja
de pobres e
trabalhadores
humildes em
geral, mas
também por
critérios
raciais e
acabei
recordando
destes
países que
tem bancadas
de cristãos,
muçulmanos,
e por ai
afora, que
as vezes
acabam em
armas e se
aqui estamos
já
caminhando
para isto
com bancadas
evangelicas
e daqui a
pouco
católicas e
outras
mais, embora
já tenhamos
a de
ruralistas,
banqueiros,
etc., e se
pode uma
podem
outras, é
verdade, e
nada se pode
impedir numa
democracia,
quanto a
isto, menos
grupos se
armarem para
tentar
suprimir
outros
grupos, como
parece que
de certa
forma os
ruralistas
até já
tentaram ou
tentam
fazer, mas
que no Irã,
por exemplo,
um grupo
majoritário
já suprimiu
faz tempo os
demais
grupos que
não sejam
islamicos
xiitas, ou
em alguns
paises da
Africa com
expulsões de
brancos, e a
tomada dos
seus bens,
só fico
pensando no
que isto
realmente
poderia dar,
no futuro, e
se até agora
o Brasil
conseguiu
mais ou
menos evitar
isto porque
a
constituição
proibe
qualquer
tipo de
discriminação
de raça,
cor, sexo,
religião,
etc., talvez
estariamos
realmente de
uma forma
inversa
caminhando
para isto,
na medida em
que pela lei
uns são
melhores do
que outros
em função de
raça ou cor
ou origem,
embora não
tenha nada
contra
medidas do
Estado em
defesa dos
menos
favorecidos, mas
confesso que
é complexo o
tema e
mereceria no
mínimo
maiores
debates pela
sociedade. Talvez
falte isto
no Brasil
para
despertar
coisas que
até agora
estão
adormecidas
em nossa
história e
setores como
os indios e
negros , por
exemplo,
ainda não
tomaram
consciência
de sua
importancia
até pela
falta de
importancia
que as
elites ou
classes
dirigentes
do pais
deram a eles
. Enfim
pouco se
reconheceu
até agora a
contribuição
dos indios e
negros na
construção e
histórica do
Brasil,
porque caso
contrário
veriamos nas
escolas
desde
pequeno com
mais
intensidade
esta parte
de nossa
cultura e
formação, e
não vemos, e
talvez isto
devesse
começar
pelas
escolas
talvez até
ensinando a
lingua
tupi-guarani
e mais
detalhes dos
povos indios
e porque não
das origens
africanas.
Até agora
nossa
formação foi
totalmente
branca e
elitista ou
europeia e
parece que
todos viemos
da Europa
sem ter
quase nada a
ver com
indios e
negros que
são maioria
no Brasil se
considerarmos
a mistura de
raças
chegando a
quase 70% do
povo
brasileiro.
Na verdade
esta
história de
cotas em
geral sempre
me pareceu
estranha
porque os
politicos
querem fazer
caridade com
o chapeu
alheio e
aprovam
medidas para
se
beneficiarem
eleitoralmente
mas a conta
sempre fica
para os
outros, para
a
sociedade, e
notamos isto
no
transporte
público em
geral quando
o cidadão
comum paga
um preço
elevado por
sua passagem
porque
existe cotas
de
deficientes,
velhos,
desempregados,
e não sei
mais o que,
mas ainda
não existe
para negros
e indios, e
entendo que
o estado
deve
garantir o
transporte
público de
boa
qualidade e
preço mas
não sei se
da forma
como a
atual, onde
uns pagam
mais do que
outros ou
alguns não
pagam, e
talvez o
critério
fosse
garantir
cotas
realmente
para quem
esta em
situação
econômica
precária em
geral, não
importa se
negro, indio,
branco,
desempregado,
velho,
deficiente,
etc., Embora
o deficiente
seja um
outro caso.
Precisamos
tomar
cuidado com
o
democratismo
facistoide
que sempre
ameaça
ganhar os
votos das
maiorias
impondo o
que desejam
ou acham
melhor, como
no Irã,
porque
democracia
na verdade
precisa
garantir os
direitos de
todos, mesmo
das
minorias,
embora no
Brasil até
agora
estejamos
garantindo
os direitos
mais de uma
minoria de
privilegiados
do que da
maioria, mas
realmente é
um terreno
perigoso de
se entrar e
talvez
deveremos
entrar algum
dia
sobretudo
quando se
tenta
resolver as
coisas de
forma
democratica
de fato.
A verdade é
que a
questão do
indio e do
negro no
Brasil ainda
é tabu para
a sociedade.
Existe
realmente
preconceitos
arraigados.
Só digo que
achei
divertido a
sua
colocação
porque desta
vez a coisa
se voltaria
rapidamente
contra os
deputados e
senadores e
fiquei
imaginando
se estariam
dispostos a
estenderem
isto para o
legislativo...
Foi uma
sinuca de
bico.
Prefiro
aguardar de
camarote
para ver o
que resolvem
mas pelo
visto estão
tentando
cozinhar
isto no
banho maria
e engavetar.
Acho que
pode
publicar sim
embora é
algo
polêmico e
se for mal
interpretado
realmente
complica mas
acho que
expliquei
claramente
tudo.
ongniceimariamadalena@uol.com.br
| Esperava o quê das elites?
PORFÍRIO: ( ABAIXO LITTLE BOY. VIVA O LULA.)
MEU CARO: É MUITO FÁCIL , DEPOIS DE 300 ANOS DE ESCRAVIDÃO,IMPUTAR AOS NEGROS A RESPONSABILIDADE PELA FALTA DE PROGRESSO DELES... E AS OPORTUNIDADES IGUAIS? NEGRO TEM A MESMA CHANCE QUE BRANCO? SOU BRANCO E SEI QUE POSSO ENTRAR ONDE QUISER, SEM SER QUESTIONADO, NEM MESMO PELO OLHAR DE ALGUÉM. PRETO PODE? VAI ME DIZER QUE O DIREITO É IGUAL PRA TODOS? NA PRÁTICA NÃO É ASSIM. TEMOS UMA DÍVIDA COM OS AFRICANOS QUE É IMPAGÁVEL. E NÃO ADIANTA PEDIR DESCULPAS,SOMENTE. TEM DE AMPLIAR AS OPORTUNIDADES. E ISSO AS QUOTAS TENTAM FAZER.PODE SER ERRADO, TALVEZ INADEQUADO,MAS CERTAMENTE É MENOS INJUSTO DO QUE DEIXAR COMO ESTAVA, TUDO NUM MESMO BURACO,O SEM FUNDO DA DESIGUALDADE SOCIAL AVULTADA NO BARASIL, O PAÍS MAIS DESIGUAL DO MUNDO. DO MUNDO! E VOCÊS, SEUS LEITORES, ETC ATACANDO AS TENTATIVAS DE MELHORIA...
ESPERAR O QUE DAS ELITES, ESSAS QUE TÊM ATÉ, "ATÉ", FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA?
| PORFÍRIO: VC PRECISA SE INFORMAR MELHOR A CERCA DAS QUOTAS. ELAS SERÃO DADAS AOS DE DIREITO APENAS, APENAS, DEPOIS DE TODOS, TODOS,PASSAREM NO TESTE INICIAL. DAÍ, SIM SERÃO DADAS AS QUOTAS, JUSTAS AO MEU VER, QUE SOU ALEMÃO OU POLACO, MAS NÃO AGUENTO MAIS VER TANTA GENTE POBRE, SEM NENHUMA CHANCE,QUERENDO PULAR DENTRO DA MINHA CONTA BANCÁRIA, DO MEU CARRO IMPORTADO E DA MINHA FAMÍLIA PRA VENDER COCAÍNA. POR QUE SERÁ QUE TENHO QUE GOSTAR DE VANDRÉ, DE CHÁVEZ,DE STÉDILE, MEU DEUS! POR QUE NÃO ME COMPORTO COMO TODO CARA PARECIDO COMIGO? BRANCO, RICO, COM SAUDE, COM UNIVERSIDADE, TRABALHANDO NO GOVERNO,COM TODAS A SGARANTIAS? POR QUE NÃO PENSO COMO TODOCARA QUE TEM GRANA. POR QUE GOSTAR DO CHÈ, DO FIDEL, POR QUÊ? PRA QUE LER CHIAVENATTO, DOM QUIXOTE, SÉRGIO BUARQUE, ATÉ DARCI RIBEIRO E COMPRAR A CAROS AMIGOS? POR QUE SR ASSIM? QUERIA TANTO SER CANALHA, GOSTAR DE TUDO O QUE É BOM SEM CULPA, SEM MEDO, SEM RESERVAS, CURTIR A VIDA NUM CARRÃO, TIPO UM DOS MEUS. MAS NÃO ! TENHO QUE ME PREOCUPAR COMM PRETO, COM POBRE ! TENHO QUE DEFENDER OPORTUNIDADE PRA TODOS ... NUM PAÍS ONDE SOMENTE A ELITE TEM DIREITO. POR QUEM E PRA QUEM FORAM FEITAS AS UNIVERSIDADES? CLARO,PRA ELITE MASI SÓRDIDA. UNS OUCOS , COMO EU, ENTRAM NELA DE TEIMOSOS, DE INCONFORMADOS. E AÍ FICAM RICOS, E AINDA POR CIMA FICAM CIENTES DAS VERDADES DO MUNDO E NÃO ACEITAM A VOZ DE COMANDO DE CIMA, ISSO DE JEITO NENHUM. TEMOS LEITURA E LEITURA PROFUNDA. DE BOA QUALIDADE. ENTÃO, MEU CARO, FICO COM AS QUOTAS. PODEM NÃO SER A MELHOR COISA, MAS TEM COISA MELHOR? FICO COMM ESSE COMEÇO, ESSE INÍCIO DE QUESTIONAMENTO, QUE O "MEU GOVERNO" ESTÁ TENTANDO FAZER. E VIVA O LULA EM 2006 !
VIVA A DIFERENÇA DO SERRA-FUTURO-BEM-NO-MEIO DE 10 PONTOS ! VIVA ! NÃO É O QUE QUERÍAMOS, MAS JÁ E´UM COMEÇO. JÁ PENSOU SE ESSE CANALHA DO SERRA TIVESSE GANHO? OU SE ENTRA O ALCKMIN OU FHC OU O PRÓPRIO SERRA? OU LITTLE BOY COM SEU DEUS-JESUS? QUE TRAGÉDIA PROS POBRES, QUE TAMBÉMM SAÕ DONOS DANAÇÃO? VIVA O LULA !!!! VIVA 10 PONTOS !!!
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Descaso com ensino básico
Pois é, daqui a
pouco as universidades terão que
contratar o Mel Gibson e gravar o filme
a "Paixão da Universidade" - O racismo
historico da sociedade CAI SOBRE a
universidade. O descaso do governo com o
ensino basico CAI SOBRE a univrsidade....dará
um excelente filme.
A
imprensa nada comentou sobre o PL que
iria REDUZIR o salario dos professores
- veja
-http://www.andes.org.br/ o
projeto de lei de reajuste (negativo)
dos servidores das IFES.
Veja o salrio basico proposto pelo
gov para os professores - ESSE PAIS TEM
FUTURO ?
Recentemente (31012006) ate a FSP no
Editorial falou que os recursos da Uniao
estao "engessados". COMO? Segundo o
proprio jornal o governo esta batento
recordes sucessivos de arrecadação. O
jornal chegou a propor um novo imposto
que, no final das contas, vai virar
superavit primario - que digam a CIDE e
a CPMF (aquela que de provisoria só tem
a aliquota).
Jornais como a FSP (que parecem que
estao sem assunto) deveriam incentivar
os alunos que nao passam no exame da OAB
a entrarem com uma ação no PROCON -
pagaram por um ensino "mercadoria" - e
formaM enganados - NAO RECEBERAM
Crítica correta e corajosa..
Renato
de Oliveira rde_oliveira@uoc.edu
Meus mais
sinceros e efusivos cumprimentos por seu
texto sobre
cotas nas universidades brasileiras,
publicado na ediçao de hoje
da Tribuna da Imprensa. Trata-se
de uma crítica absolutamente
correta e corajosa, sobre um tema de
extrema importância para a
sociedade brasileira.
Na realidade, sob o cínico argumento da
inclusao social, o que o
governo está fazendo é uma administraçao
da exclusao, sob risco de
desencadear um racismo ativo nas
universidades, o que hoje
manifestamente nao existe.
Nao há exclusao de negros na
universidade brasileira : há exclusao
de jovens - negros, brancos, índios,
enfim, de todas as etnias. O
número de estudantes de ensino superior
no Brasil mal ultrapassa
10% da populaçao entre 18 e 24 anos de
idade. Obviamente a
exclusao começa pelos pobres, sejam eles
negros, brancos,
agricultores sem-terra...
Com esta demagogia perigosa, o governo
tenta esconder o óbvio :
nao tem qualquer política para o ensino
superior, e muito menos
qualquer intençao de aumenta r a oferta
de vagas no ensino superior
público. ..
...Há um
outro aspecto que merece ser abordado :
o programa "Universidade para todos",
pelo qual o governo concede isençoes de
determinados impostos a instituiçoes
privadas de ensino superior que concedam
bolsas a estudantes que nao possam pagar
suas mensalidades. O paralelo com um
programa da ditadura militar na área da
saúde é esclarecedor : em 1966, com a
extinçao dos antigos Institutos de
Aposentadorias e Pensoes e criaçao do
INPS, o governo institucionalizou uma
imensa demanda social por assistência
médica antes reprimida, uma vez que até
entao essa demanda institucionalizada
era restrita ``as profissoes que
contavam com IAP. Nao tendo meios de
atender a demanda, o governo bolou uma
soluçao "provisória" : compra de vagas
na rede hospitalar privada para os seus
segurados. Resultado : a rede hospitalar
privada, que até entao era relativamente
marginal, consolidou-se a ponto de
inviabilizar qualquer política pública
na área de assistência à saúde no
Brasil!
Hoje o
ensino superior privado brasileiro, um
dos setores mais rentáveis da economia
(ver matéria no jornal Valor Econômico
de 10/11/2005 - "Ensino superior dá
lucro e tem dívida baixa"), está batendo
no seu teto de expansao, pois os novos
contingentes que emergem da expansao do
segundo grau nao têm condiçoes de pagar
mensalidades. Entao entra o
"Universidade para todos"...
No início da
gestao Cristóvam Buarque no MEC, foi
organizado um seminário com apoio da
Unesco, sob o título "Universidade : o
que fazer?" Participei do seminário e
minha sugestao para uma estratégia de
reforma da universidade brasileira está
publicada nos anais daquele evento.
Com meus sinceros cumprimentos,
Renato de Oliveira
Professor da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul
Professor Visitante na Universidade
Aberta da Catalunha -
Barcelona, Espanha.
Projeto
antigo da
Ford
Foundation
Caro
Porfírio,
estou de
pleno
acordo. O
sistema de
cotas é
outro
contrabando
fabricado
nos Estados
Unidos. Há
muito tempo
a Ford
Foundation
tentava
introduzí-lo
e finalmente
o conseguiu
com
Cristóvão
Buarque e
seus
sucessores
mantiveram.
Esse sistema
de cota
introduz
exatamente o
racismo, em
um país com
grandes
maioria de
mulatos e no
qual nunca
houve
aparthekid,
como nos
Estados
Unidos. Tive
inúmeros
professores
e colegas
negros e
também
mulatos. Um
deles, o
notável
geógrafo
Milton
Santos, que
foi meu
professor no
Colégio da
Bahia.
Depois ele
foi para a
USP.
Forte
abraço,
Moniz
Bandeira
|
|
|
Tremenda
picaretagem
João
Lúcio
de Oliveira
luciobr@globo.com
Meu caro
Porfírio,
esse negócio
de cotas nas
Universidades
é uma
tremenda
picaretagem.
Prá começar,
elenco
apenas isso:
minoria no
Brasil é a
raça branca,
aquela sem
nenhuma
miscigenação.
Não será
difícil um
rapaz ou
moça de
olhos azuis
declarar-se
negro porque
seu bisavô
era um
mulato que
casou-se com
uma branca,
que por sua
vez já era
uma mestiça
já clareada
por outros
viezes.
Ainda vai
ter juiz
dando
liminar à
favor. Vai
dar uma zona
geral. Há!
E os
albinos?
Como ficam?
Não têm
cota?
|
|
|
Excelente matéria
Gilmar
de Macedo - Campo Bom - RS -
eletricamacedo@sinos.net
Mais uma vêz sou
obrigado a lhe parabenizar por esta
excelente matéria a respeiro da
exigência racista das malditas cotas. A
questão do racismo incomoda tanto, que
para quem nasceu e cresceu junto às
colônias de imigrantes , parece que
estamos sendo exilados dentro do próprio
País. Para mim pouco importa de o
indivíduo é preto, branco, vermelho ou
côr-de-rosa, o que vale e constrói de
verdade uma nação mista como o Brasil é
a difícil separação entre o que presta e
o que não presta. Como os detentores de
cargos públicos e auto-intitulados
"doutores do bem" re-descobriram a
"revelação suprema da verdade", já estou
imaginando no que vai dar, e daí para
frente projetando uma maneira de
defender-se desta onda destrutiva que é
o Comunismo idiota destes ladrões da
vergonha Nacional, aconselho meus filhos
a aprender língua extrangeira ( Alemão,
Italiano, Inglês e mandarim) para na
primeira oportunidade se "mandarem a lá
cria, pois aqui o talento e dedicação é
expropriaado via impostos e taxas por um
bando de vagabundos barbudos. Não vejo
futuro neste Brasil, e quem sabe agora o
Separatismo será entendido por seus
adversários como única saída para
minimizar os desmandos deste
País-continente ingovernável, saqueado,
vendido e entregue às hienas e abutres
que vivem dos cadáveres da sociedade
morta pela asfixia governamental. De
qualquer forma, teus escritos acalman
uma boa parcela do povo que sofre
manietado pelo Estado. Que Deus lhe dê
muitas e muitas camperiadas no potreiro
da existência. Gilmar de Macedo - Campo
Bom - RS -
eletricamacedo@sinos.net
Cotas Necessárias
Fábio Arruda e Silva
<fabioarrudaesilva@yahoo.com.br
Prezado jornalista.
É evidente que seria muito melhor que a
adoção de um sistema de cotas para
ingresso na universidade não merecesse
discussão. No entanto, num país injusto
como o Brasil, tanto é necessária a
adoção das cotas, como é preciso
discutir mais profundamente as questões
relacionadas ao afro-brasileiro.
Quando você, permita chamá-lo desta
forma, cita as notas obtidas nas provas
do vestibular sem apontar fontes
seguras, deixa de considerar o que a
própria UERJ divulgou em seu site. Lá
está escrito: “O resultado de um
levantamento feito pelo coordenador do
PAE e professor do Instituto de
Matemática e Estatística (IME), Cláudio
Carvalhaes, quebra alguns dos principais
mitos relacionados à polêmica de cotas.
A idéia de que os alunos que ingressaram
na UERJ por meio da Leis de Cotas e
oriundos de escolas públicas teriam
desempenho abaixo dos demais calouros
foi derrubada pelos números apresentados
por Carvalhaes. Em seu estudo, ele
comprovou que, no primeiro semestre de
2003, os cotistas tiveram um percentual
de evasão escolar menor do que os demais
e um desempenho acadêmico igual ou
maior, com exceção da área de
tecnológicas. A avaliação levou em conta
os 2.850 calouros da Universidade. Deste
total, 1.197 ingressaram pelas cotas
referentes às escolas públicas e 541
pelo sistema de cotas raciais.”
(http://www2.uerj.br/~emquest/emquestao82/quebram_mitos.htm)
Desnecessário seria dizer que a
qualidade do profissional, a ser
formado, não pode ser garantida por boas
notas num vestibular. Haveremos de
convir que notas obtidas durante um
curso são indicadores muito mais
confiáveis. Como pôde ver, o estudo
elaborado pela UERJ quebra o mito de que
alunos que ingressam pelo sistema de
cotas comprometeriam a qualidade do
ensino prestado, o que se configura numa
total inversão de valores. Quem pode
comprometer tal qualidade é o professor
mal remunerado, sem perspectivas de
ascender profissionalmente.
Ademais, caro jornalista, onde você
guardou os dados levantados pelo IBGE e
os estudos do Ipea? Simplesmente você os
ignorou. Brancos pobres existem, é
verdade. Mas em que proporção? Por que
não citou o IDH de negros e brancos no
Brasil ou a diferença de remuneração
auferida por trabalhadores brancos e
negros, em desfavor destes, mesmo tendo
a mesma formação?
Você disse: “Até a libertação de 1888
foi usada capciosamente para lançar
milhares de negros ao relento e ao
desemprego.” Hoje o que vemos é a
conseqüência de um fato que você mesmo
levantou. A história para o
afro-brasileiro não foi a mesma vivida
pelo branco, isto está claro. Apenas
como lembrança, não poderia deixar de
citar o incentivo dado à importação de
mão-de-obra européia desde o fim do
século 19, e os malefícios causados,
pela imigração, a uma expressiva parcela
da população brasileira.
Neste ponto permita-me perguntar, ainda:
que lei, baseada em qual das
constituições que este país já teve,
garantiu “direitos iguais” ao negro
brasileiro? Não seria hora de promover
acesso a quase 50% da população
brasileira aos “princípios
constitucionais pétreos que asseguram
direitos iguais, independente de raça,
cor ou credo?”
Fábio Arruda e Silva
Guaçuí (ES
Racismo
disfarçado
Silvio Rocha"
<silviodarcorrea@hotmail.com
Sou contra essas
cotas, embora
reconheça que há
no Brasil um
racismo
disfarçado que
prejudica muito
os negros. Por
exemplo, há aqui
em Juiz de Fora,
onde moro, um
Shopping grande,
bem localizado e
importante.
Pois você anda
nas portas de
suas lojas e não
vê uma só
vendedora mulata
ou negra. Isso
é rasicmo, mas
ninguém consegue
provar.
Educação de baseflurocker <flurocker@ig.com.br
PORFÍRIO
Existem alguns equívocos em relação à política de cotas nas universidades. Há um certo preconceito por parte de alguns movimentos sociais que, ao defenderem tal política, discriminam quem é contra, taxando-o como racista - inexoravelmente.
Por outro lado, há também o controverso argumento de que, com as cotas, resgataria-se a dívida histórica para com os afrodescendentes.
O resgate dos excluídos se dará apenas com educação de base - a realidade é muito mais fria do que a mera retórica da inclusão mestiça - para todos os brasileiros pobres, sejam eles negros, brancos ou orientais.
Portanto, concordo em gênero, número e grau com as suas colocações. Se o governo quisesse mesmo priorizar a educação, ampliaria os CIEPS e priorizaria o ensino básico e médio por excelência, que historicamente são as raízes de nossa miséria educacional.
Abraço grande,
Saulo Andrade
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Nação racista
George_Martins" <georgmar1@yahoo.com.br
Caro senhor Pedro,
Quero manifestar minha discordância com o artigo abaixo.Tenho certeza que somos uma nação racista, e principalmente o racismo econômico.Sou favorável sim as cotas para os negros. Sou favorável inclusive ao fim da universidade gratuita, porque somente os filinhos de papai conseguem pagá-la. Em suma o governo investe bilhões pra quem não precisa e deixa o ensino fundamental a mingua, e os que só podem freqüenta-lo, são mal formados e não tem chances de entrar no ensino superior.Isto sim é uma grande ação diversionista para manter tudo como está.Com pensamentos invertidos como o do Sr. Kamke continuaremos racistas por muito tempo. Não importa como VC entrou na universidade, o vestibular é um sofisma. Importante é como VC se forma!
George Martins
O caminho certo"Pedro Paulo" <p.rocha@terra.com.br
Meu caro Porfírio
MEUS PARABÉNS PELA BRILHANTE MANIFESTAÇÃO QUE ME ENVIOU.
A ela só cabe um reparo. NOS ESTADOS UNIDOS ESTA MEDIDA FOI DERRUBADA PELA CORTE SUPREMA, INCLUSIVE COM O VOTO DE UM JUIZ NEGRO. Não durou muito.
Realmente, o Brizola estava trilhando pelo caminho certo, quando pregava a melhoria do ensino. Esse é o caminho.
PERMITA-ME DIVULGÁ-LA PELA MINHA LISTA.
O MEU ABRAÇO
Pedro Paulo
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Irretocável sua análise sobre as tais "cotas" nas universidades.
Estabelecer cotas para minorias equivale a dizer: "Vocês são inferiores e, por isso, vamos reservar umas poucas vagas para que alguns de vocês, mesmo sendo idiotas, possam conseguir um canudo."
O próximo passo será reservar cotas para os que não podem pagar. Teremos, então, o sepultamento do ensino público neste país.
Quanto à lista do Dimas, será que dar nalguma coisa? Penso que não, pois, essa investigação não interessa nem aos "Petralhas" nem aos "Tucanalhas". O país está entregue à bandidagem brasiliana. Está de quatro.
Um forte abraço.
Hideraldo Schirmer Cardoso
(neto de Carlos Schirmer, preso, torturado e morto em 01/05/1964)
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Oportunidades para minorias
Roberto Benevolo" <rbenevolo@terra.com.br
A base da democracia é a igualdade para todos os cidadãos.
Como não vejo sentido na discriminação, também não vejo sentido no favorecimento.
A Constituição Brasileira estabelece como objetivo fundamental da República Federativa do Brasil promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação (art. 3º, IV, da Constituição).
A mesma Constituição dispõe que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (art. 5º da Constituição).
As oportunidades para minorias, como a reserva de vagas em faculdades, não estão de acordo com os princípios democráticos; além do mais, as minorias em alguns casos são maiorias, como as mulheres.
Não vejo coerência em conceder-se oportunidade para os candidatos da raça negra e não se pretender, por exemplo, que as mulheres ocupassem, pelo menos, a metade das vagas de senador, deputados, vereador, etc; evidentemente, essa oportunidade não seria aceita pela minoria dos congressistas, homens, que fazem as leis.
Os concursos, públicos ou privados, devem selecionar os melhores candidatos, sem considerar suas origens.
Há um ano, a Universidade Federal da Bahia destina 43% do total de vagas em todos os cursos para afrodescendentes e 2% para indígenas ou seus descendentes, vira e mexe com impugnações, por fraude dos que não são e pretendem ser, apenas para ingressarem nas faculdades; duvido que o Instituto Rio Branco, do Itamaraty, as academias militares, os concursos para juízes e promotores, apenas para citar alguns, seguiriam o mesmo caminho.
Também, creio que a medida poderá vir a prejudicar a imagem dos futuros profissionais que dela se valeram, os quais seriam considerados como incapazes, que somente se diplomaram por favorecimento.
Em conclusão, não considero honesta a reserva de vagas para descendentes de negros e de índios nas faculdades, nem acredito que a medida venha a reduzir desigualdades sociais.
| AS COTAS DA INDIGNIDADE Eurico T.S. eshu@uol.com.br
Há uma forte suspeita (até...) entre os próprios petistas de que essa história de cotas para negros, índios e estudante oriundos de escola pública, tenha nascido da cabeça premiada de Duda Mendonça. É uma jogada de marketing das boas... do tamanho do cinismo e da velhacaria que ela contém. Mas se dá voto ela deve ser boa. Afinal, não foi os bolsas-esmolas que reelegeram FHC e elegeram Lula...
Mas, antes de tudo, é preciso ficar claro: a escravidão é mais do que uma das faces das conhecidas relações sociais de dominação. Da destruição de uma identidade humana, passando à mercadoria. O racismo é apenas o dado mais abrangente dessa não-relação entre o branco colonizador, o branco proprietário e o negro destituído de tudo. Toda a cultura dita ocidente e cristã baseada na culpa tenta reinventar o humanismo. Uma forma de aplacar a consciência. Porque os ex-escravos que sustentaram sua abundância hoje continuam entregando também sua alma.
Exatamente por sermos um pais mestiço é que poderíamos ser o único povo capaz de construir uma Nova Roma, como queria Darcy Ribeiro. Mas as na terra das Xuxas, das Bunchen, onde meninas de 10 anos tingem o cabelo de louro, olhamos para o negro e o índio – nossas duas matrizes etnológicas mais importantes – com os olhos da comiseração. E o debate sobre as causas da desigualdade obscena em nossa sociedade (?) são encobertas pelo besteirol do politicamente correto. Todo o aparato intelectual sofisticado da academia e do Parlamento não passam de embromação. As cotas são mais um tipo de bolsa-esmola.
Como se não bastasse a odiosa discriminação que sofrem negros e mestiços por parte do chamado “andar de cima”, agora querem que ele continue a sofrer humilhações no falido sistema acadêmico.
Há uma outra explicação que pode ser mais sinistra, mas, com certeza mais plausível. Dessa gente se pode esperar tudo. Ou na melhor das boas vontades: eles não sabem o que fazem, mas o diabo é que fazem.
O sistema de cotas degradaria tanto a Universidade Pública brasileira que não faria mais sentido mantê-la.
Assim como é dogma dessas agências que exercem de fato o poder que se privatize tudo. Mas, de leve. Que tal começar a fazer as cabeças com a história de que “só rico estuda em universidade pública”, que o fundamental é o ensino fundamental, e tantos outros papos para despistar a essência. E a essência é que uma nação só será verdadeiramente autônoma se tiver uma Universidade pública, gratuita, destinada a construir a excelência do conhecimento.
É emblemático que o Banco Mundial tenha criado um vocabulário tenha sugerido ainda nos tempos de FHC uma “rede de inclusão social”. O mantra vem sendo batido desde os anos 80. A expressão é “diminuição da pobreza”, que passa para os memorandos técnicos do FMI e BIRD com a “redução sustentável da pobreza”.
A coisa ficou escancarada quando FHC criou o Fundo Social de Emergência em 1994 (hoje ele tem outro nome, creio que seja DRU – tomar 20% dos estados e municípios para criar as tais “políticas compensatórias”. Quem pode se esquecer dos saques aos caminhões com a própria esmola governamental...
Na época o que mais se lia nesses memorandos era a “engenharia social” para “administrar a pobreza” – acalmar a agitação social com um custo mínimo para os credores.
E aí estão os programas chamados “solidariedade”, “fome zero”, bolsa-escola, bolsa-família, bolsa-gás e genéricos para esses mandamentos do mercado e seus capatazes.
É o seguinte... Os banqueiros estão levando o seu com toda garantia e até adiantado – numa espécie de pedágio de confiabilidade que o PT-Governo tem de pagar por seu passado esquerdóide – mas não convém que a colônia seja cenário de miseráveis saqueando armazéns ou a explosão de um conflito étnico. Era só o que faltava. Algo mais ou menos óbvio num país que libertou os escravos apenas na lei, mas que é incapaz de lhe dar a escola, o salário, a saúde, a terra que possam representar sua emancipação.
Quando Brizola construiu os CIEPs foi um escândalo. Onde é que já se viu oferecer aos filhos da pobreza, favelados, na maioria negros, na maioria discriminados por ser pobre e negro, uma escola de UM MILHÃO DE DÓLARES, uma escola linda, inesquecível para qualquer criança, onde se ofertava o ensino emancipador, assistência médica e odontológica, esporte, três refeições e banho tomado. Uma proposta generosa que já havia previsto o chamado Ginásio Público, onde os egressados do CIEPs prosseguiam os estudos pela sexta a oitava séries primários e todo o curso de nível médio. Nunca os filhos da pobreza – e, por isso mesmo, condenados a serem pobres – tiveram uma chance tão grande, tão factível, de redenção.
Para Lula, a “boa escola” podia ser oferecida até embaixo de uma árvore. Cansou de repetir esta estupidez. Aliás o discurso petista tem mania de adjetivar já que lhe falta o substantivo da realidade. Falam o tempo todo em “ensino de qualidade”. Ora, bolas! ou tem qualidade ou não tem ensino. E o que tempos hoje é uma gincana estatística torpe, enquanto 60% das escolas públicas do país sofrem todos os dias algum tipo de violência, mais de 35 mil não têm banheiro, outras tantas não tem eletricidade... e vai por aí ...
Para o PMDB, PFL e genéricos, era um perigo. Escola que se pode chamar de escola cria bons cidadãos. E aí o povo deixa de ser massa ignara cabresteada até a urna eletrônica. E começa a perguntar por que o plim plim da urna é o mesmo da telinha... essas coisas, até descobrir que o poder público propriamente dito é poder organizado por uma classe para oprimir a outra. Não precisa nem ler Marx para descobrir por si só essa empulhação secular. Aí, o pau come...
Outro dia alguém no Senado comparou o senador Paulo Paim com Martin Luther King em sua luta pelo Estatuto da Igualdade Racial. Faz sentido. A manutenção da dominação se faz com os conciliadores de sempre. Ficam aí brincando de pai-joão, com frescura de chamar negro de afrodescendente como se fosse possível encobrir sua negritude que ainda é só sofrimento. Essa mesma negritude que inspirou movimentos de libertação no Haiti, em Angola, Moçambique, Tanzânia (ainda quando se chamava Tanganica) e tantos outros lugares. E só esta negritude – chutando a cotas da indignidade – poderá inspirar os condenados da terra conquistar – por qualquer meio – o usufruto daquilo que lhe foi roubado secular e violentamente.
Ora, por que não apelidam o polaco de polacodescente, o portuga de lusodescendente, o alemão de germanodescente...
Como é nojento o colonialismo e mais abjeto ainda as cabeças colonizadas. Quer esconder que toda riqueza dos colonizadores – de fora ou de dentro – foi conquistada com o sangue de índios, negros e a toda gente jogada fora da sesmaria de ontem, do agronegócio de hoje. Darcy Ribeiro fazia uma conta desse destino funesto que construiu aquilo que os bem-alimentados, os que têm posses e poder, gostam de chamar de nação. Gastamos – dizia ele – quatro ou cinco milhões de índios, depois gastamos outros três ou quatro milhões de negros. E para que? Para que o homem branco que se apoderou de tudo, possa oferecer a cota que ele vai ocupar no mundo ainda encharcado pelo seu sangue. ..
Serve Luther King, mas não Malcolm X. Para a classe dominante das colônias e neocolônias pode-se justificar o militarismo, o genocídio, todo tipo de violência praticada pelos colonizadores e invasores de ontem e de hoje. O que não se pode tolerar é a reação igual dos rebeldes. Agora, são chamados de terroristas. No funeral da viúva do pastor King, Loreta, semana passada, estavam lá Clinton, Bush e outros criminosos conhecidos. Estavam em festa de campanha, mas comemoravam o quê? ... senador Paulo Paim.
Eurico t.s.
Questão de Justiça
Carlos Coradassi Buff" <carloscbuff@pop.com.br>
PORFÍRIO, MEU REI:
VC PRECISA SE INFORMAR MELHOR A CERCA DAS QUOTAS. ELAS SERÃO DADAS AOS DE DIREITO APENAS, APENAS, DEPOIS DE TODOS, TODOS,PASSAREM NO TESTE INICIAL. DAÍ, SIM SERÃO DADAS AS QUOTAS, JUSTAS AO MEU VER, QUE SOU ALEMÃO OU POLACO, MAS NÃO AGUENTO MAIS VER TANTA GENTE POBRE, SEM NENHUMA CHANCE,QUERENDO PULAR DENTRO DA MINHA CONTA BANCÁRIA, DO MEU CARRO IMPORTADO E DA MINHA FAMÍLIA PRA VENDER COCAÍNA. POR QUE SERÁ QUE TENHO QUE GOSTAR DE VANDRÉ, DE CHÁVEZ,DE STÉDILE, MEU DEUS! POR QUE NÃO ME COMPORTO COMO TODO CARA PARECIDO COMIGO? BRANCO, RICO, COM SAUDE, COM UNIVERSIDADE, TRABALHANDO NO GOVERNO,COM TODAS A SGARANTIAS? POR QUE NÃO PENSO COMO TODOCARA QUE TEM GRANA. POR QUE GOSTAR DO CHÈ, DO FIDEL, POR QUÊ? PRA QUE LER CHIAVENATTO, DOM QUIXOTE, SÉRGIO BUARQUE, ATÉ DARCI RIBEIRO E COMPRAR A CAROS AMIGOS? POR QUE SR ASSIM? QUERIA TANTO SER CANALHA, GOSTAR DE TUDO O QUE É BOM SEM CULPA, SEM MEDO, SEM RESERVAS, CURTIR A VIDA NUM CARRÃO, TIPO UM DOS MEUS. MAS NÃO ! TENHO QUE ME PREOCUPAR COMM PRETO, COM POBRE ! TENHO QUE DEFENDER OPORTUNIDADE PRA TODOS ... NUM PAÍS ONDE SOMENTE A ELITE TEM DIREITO. POR QUEM E PRA QUEM FORAM FEITAS AS UNIVERSIDADES? CLARO,PRA ELITE MASI SÓRDIDA. UNS OUCOS , COMO EU, ENTRAM NELA DE TEIMOSOS, DE INCONFORMADOS. E AÍ FICAM RICOS, E AINDA POR CIMA FICAM CIENTES DAS VERDADES DO MUNDO E NÃO ACEITAM A VOZ DE COMANDO DE CIMA, ISSO DE JEITO NENHUM. TEMOS LEITURA E LEITURA PROFUNDA. DE BOA QUALIDADE. ENTÃO, MEU CARO, FICO COM AS QUOTAS. PODEM NÃO SER A MELHOR COISA, MAS TEM COISA MELHOR? FICO COM ESSE COMEÇO, ESSE INÍCIO DE QUESTIONAMENTO, QUE O "MEU GOVERNO" ESTÁ TENTANDO FAZER. E VIVA O LULA EM 2006 !
VIVA A DIFERENÇA DO SERRA-FUTURO-BEM-NO-MEIO DE 10 PONTOS ! VIVA ! NÃO É O QUE QUERÍAMOS, MAS JÁ E´UM COMEÇO. JÁ PENSOU SE ESSE CANALHA DO SERRA TIVESSE GANHO? OU SE ENTRA O ALCKMIN OU FHC OU O PRÓPRIO SERRA? OU LITTLE BOY COM SEU DEUS-JESUS? QUE TRAGÉDIA PROS POBRES, QUE TAMBÉMM SAÕ DONOS DANAÇÃO? VIVA O LULA !!!! VIVA 10 PONTOS !!!
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LEIA O ARTIGO DE PEDRO PORFÍRIO "Cotas na Universidade, mais um contrabando "made in USA".
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