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Atualizado em:
17/03/2008 03:03 |
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O tempo hoje no Brasil

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Deu na Internet
Mais de R$ 100 bi em
tributos
Em pouco
menos de um mês e meio, a população brasileira já desembolsou em favor dos
cofres públicos, a título de impostos, o equivalente a mais de R$ 100
bilhões.
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Está na hora de você me
conhecer melhor
No dia 18 de março, completei 63 anos.Para
comemorar, estou
NOS dando um presente.
Você receberá o VOLUME I das minhas
CONFISSÕES DE UM
INCONFORMISTA
por apenas R$ 25,00, incluídas aí as despesas
de correio.
Veja mais detalhes sobre minha vida.
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Stalingrado impôs heróica resistência e as
tropas de Hitler se renderam. Aí eu cheguei com o temporal
O marechal Paulus, à
frente do que restara do altivo 6º Exército alemão, rendeu-se aos
soviéticosem 2 de fevereiro de 1943. Anunciou-se ali o destino da
Alemanha nazista. Ao ser comunicado do desastre, Hitler disse a
Goebbels: “os deuses da guerra trocaram de lado!” Um mês depois,
caia um temporal em Fortaleza e eu vinha ao mundo quando minha
mãe mal
completara sete meses de gravidez.
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Quando cheguei, o mundo estava em
chamas.
...como hoje...ainda
Como
já anunciei em altos brados, amanhã fará 65 anos desde que
cheguei ao mundo de surpresa, naquele temporal de bons
presságios, véspera do dia de São José, na Fortaleza de Nossa
Senhora Assunção, quando uma quase quarentona mal completara 7
meses de gravidez.
Não sei se ainda é assim, mas naqueles idos, se não chovesse até
o dia São José, o camponês fazia o sinal da cruz e tratava de
pegar o destino incerto, onde pudesse sobreviver, nem que fosse
a pão e água. |
Células
tronco embrionárias podem se transformar em qualquer célula do corpo
humano
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Em episódio tão
lamentável como esse, em que se pretende tratar salvação de vidas e
curas de doenças com o olhar intransigente da religião, o que se vê é um
silêncio sepulcral, como se fosse perigoso discordar do que o Papa não
gosta.
É uma pena porque tal intolerância e tal terror um dia cairão em desuso,
como aconteceu com tantos outros dogmas. Só que para alguns será tarde
demais.
LEIA MAIS:
Células-tronco: o que são e para que servem
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Os interesses da droga à sombra da ação
no Equador
Permita que eu meta minha colher nessa sopa de
letrinhas que envolve meio mundo na fronteira colombiana. Espero que
possa oferecer algumas informações colhidas nas mais diversas fontes,
inclusive o
intelligence report from U.S. Defense Intelligence
Agency (DIA) officials in Colombia,
de 1991, cujo teor é hoje conhecido e, por sinal, muito atual.E se
passei noites inteiras na busca de explicações mais plausíveis para a
crise que levou o Exército colombiano a invadir território do Equador, é
porque, infelizmente, estamos nos habituando cada vez mais às
informações empacotadas por fontes que têm interesses nos eventos.
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Clique
sobre o mapa e veja: Medelín e Cáli, sedes dos grandes cartéis
das drogas estão à distância das áreas de fronteira dominadas
pelas FARC e ficam livres enquanto a "repressão ao narcotráfico"
se faz apenas contra a guerrilha
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Eleito deputado
por Medelin em 1982, com o apoio de Uribe e
muito dinheiro usado na construção de casas para
vítimas de uma enchente, o megatraficante PABLO
ESCOBAR posa com seu filho Juan Pablo diante da
Casa Branca, em 1982 |
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À direta, documento
do Serviço de Inteligência do Ministério da Defesa dos
EUA, de 1991, aponta ligações íntimas de Álvaro Uribe
com o Cartel de Medelin, comandado pelo megatraficante
Pablo Escobar |
Em 1991, graças
ao empenho do então senador Álvaro uribe, a nova Constituição
foi promulgada com o artigo que proíbe a extradição de
colombianos, conforme acordo com o narcotráfico.
“Álvaro
Uribe Vélez - um político e senador colombiano se dedicou à
colaboração com o cartel de Medellin em níveis elevados de
governo. Ele foi ligado a um negócio envolvido em atividades do
narcotráfico nos Estados Unidos, trabalhou para o cartel de
Medellin e é um amigo pessoal próximo de Pablo Escobar Gaviria”.
Relatório da U.S. Defense Intelligence Agency, de 1991 (Página
82 ), transcrito por Joseph Contreras e Steven Ambrus na edição
de 9 de agosto de 2004 da revista norte-americana Newsweek . |

CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIAR
Uma ação sob encomenda
Entenda o que está por trás
da invasão do Equador pelo exército colombiano, liderado pelos
norte-americanos, que matou mais de vinte pessoas entre elas o
porta-voz das Farc que negociava a libertação de reféns. |
Olhai os homens do
campo
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Na noite da
sexta-feira passada atravessei a ponte e subi a serra para
descer em Araruama,onde fui assistir à formação da primeira
turma do Sudeste de alunos da Escola de Líderes da Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Agricultura.
Eram 30 alunos, que passaram por três módulos. Num deles, em
Vila Velha, no Espírito Santo, fui um dos expositores falando da
história do movimento camponês, ao qual estive ligado nos meus
vinte anos.
Leia
Um drama social que vi com meus próprios olhos |
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Holocausto dos palestinos: uma “vingança”
inacreditável
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"Quanto mais os ataques com
foguetes se intensificarem, maior será o holocausto, porque
usaremos o que for necessário para nos defendermos".
Matan Vilnai, vice-ministro da
Defesa de Israel
Quem diria? “HOLOCAUSTO”, uma palavra que traz as mais
dramáticas lembranças para os judeus, entra no dicionário do
governo de Israel para identificar um sentimento de vingança
inaudito, inacreditável, impensável.
O “holocausto” dos palestinos de Gaza aconteceu a uma
temperatura de 13 graus, neste sábado frio, primeiro de março de
2008. E ainda vai continuar, em desenfreados bombardeios sobre
uma das regiões mais densamente povoadas do mundo -1 milhão 428
mil 757 habitantes para 360 Km2.
Não foi uma vingança só contra os palestinos. Foi um disparo
sobre o coração de todo o mundo e, o que é mais patético, sobre
a própria tradição judaica.
Os kosher (ortodoxos) não admitem sequer acender uma luz no
sábado, dia sagrado, no qual o mínimo esforço deve ser evitado,
até mesmo chamar o elevador.CLIQUE
E LEIA
MINHA COLUNA NA TRIBUNA DA IMPRENSA DE
3 DE MARÇO DE 2008 |

Em julho de 2002, eu e u vereador Rubens
Andrade conhecemos na bíblica Jericó o ministro Seab
Erekat, um fervoroso defensor de uma solução negociada para o
conflito da Palestina. A ele, transmitimos nosso conforto a
Yasser Arafat, que estava prisioneiro em seu próprio gabinete da
Autoridade Nacional Palestina, sitiado por tanques israelenses
em Ramalah. Estávamos lá, sob fogo cruzado, para entregar a
Medalha Pedro Ernesto, conferida pela Câmara do Rio de Janeiro
ao falecido líder do povo palestino. |
Uma
profunda tristeza cortou meu coração valente
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Por que você fez isso, Fernanda?

Clique na foto. Veja "que horror".
E
pensar que nós nos amávamos tanto |
De inicio, eu
não acreditei. Nem podia acreditar. A corrosão do caráter está
em alta nesta sociedade competitiva, em que todos são rivais de
todos, em que renegar o ontem virou rotina, num ambiente tétrico
do salve-se quem puder.
Não acreditei porque há pessoas que se fizeram por seus próprios
méritos, cresceram, ganharam a admiração geral, tornaram-se
exemplos para todos.
Essas pessoas não têm direito de destruir o respeito cultivado
através de décadas, o carinho, a admiração, enfim, elas deixam
de pertencer a si para se tornarem partes de todos nós, como se
parentes próximas fossem.
Estou querendo falar de uma pessoa com quem convivi nos piores
momentos de minha vida, que foi digna, solidária, amiga,
corajosa. Porque, nesses piores momentos, quando eu estava
proscrito, socorreu-me o apoio de pessoas como Sandra Cavalcanti
e Paulo Vial Corrêa, de pensamentos políticos bem diferentes do
meu.
CLIQUE E LEIA
|
Por
que não choram a
execução de uma criança na favela?
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No dia 10 de janeiro de 2008, numa desastrada
incursão policial na favela do Jacarezinho, o menino
Wesley Damião da Silva, de 3 anos, foi fulminado por três balas
de fuzil. A notícia não teve grande repercussão, porque ele era
apenas mais um favela morto, num dia em que a PM executou 7
jovens daquela comunidade.
Diante dessa violência indefensável, algumas
estrelas da mídia e primatas políticos ainda aplaudem e
condecoram os policiais, insuflando a opinião pública na idéia
de que essas matanças, que somaram1186 vítimas de balas
policiais, de janeiro a novembro de 2007, podem até aumentar o
clima de tensão, mas, pelo menos, estão transformando num
inferno a vida de um milhão e meio de favelados, o que pode ser
uma boa compensação psicológica para os assustados moradores do
asfalto.
Em outras palavras: as mortes e os sustos no
perímetro urbano estão sendo punidos com as execuções nas
favelas como o Jacarezinho. Inclusive de crianças, como o menino
da Rua Esperança.
CLIQUE E LEIA A COLUNA DE PEDRO PORFÍRIO NA TRIBUNA DA IMPRENSA
DE 18.01.2008 |

O menino Wesley Damião, atingido por três balas de fuzil
numa desastrada operação policial das tropas de elite, ante o
silêncio de uma sociedade hipócrita e os aplausos de uma mídia
boçal, que apóia a política de extermínio, responsável por mais
de 1200 vítimas fatais de balas disparadas pela polícia
em 2007. |
O PDT e a violência policial no Rio
MINHA COLUNA NO JORNAL
POVO DO RIO
DE 16 DE JANEIRO DE 2008
O PDT do Rio de
Janeiro pode surpreender se não perder o rumo trazido por seu líder, que
ainda vive no inconsciente coletivo. Mas poderá perder duplamente se,
seduzido pelo canto da sereia, adotar uma candidatumajoritária que
não fale a linguagem de Brizola, cuja essência é a opção pelos pobres e
a defesa da dignidade de todos.
O
assassinato de Jango e
a
conspiração impune
todos
os homens de bem deste País, independente de simpatias ou antipatias
pessoais e políticas, devem APOIO TOTAL, AMPLO E IRRESTRITO à família do
ex-presidente João Goulart, em sua jornada insone para provar dois fatos
que hoje são absolutamente inegáveis: o golpe de 64 foi financiado,
monitorado, acompanhado de perto diretamente pelo governo dos Estados
Unidos, e o ex-presidente João Goulart foi assassinado (6 de dezembro de
1976), num espaço de 9 meses, em que também morreram o presidente
Juscelino Kubitschek (22 de agosto de 1976) e o ex-governador Carlos
Lacerda (21 de maio de 1977).
CLIQUE E LEIA COLUNA DE PEDRO PORFÍRIO NA TRIBUNA
DA IMPRENSA DE 14.01.2008.
O
milagre da água e um
novo olhar sobre a favela
|

Um banho de alegria, com a abertura das
torneiras de água para 70 mil moradores do Jacarezinho. |

Porfírio fala, ouvido pelo ministro das
Cidades, Márcio Fortes, o vice-governador Pezão, o presidente da
CEDAE, Wagner Victer, os deputados Fernando William e Chiquinho
da Mangueira e o presidente da Associação de Moradores, Vado.
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Com o grupo de idosos que dá assistência há há
mais de dez anos. |
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Embora estejamos diante de um
data extremamente importante – o reinício dos trabalhos do poder
judiciário – e sabendo que há uma luz no fim do túnel em
relação ao esbulho de que fui vítima com a suspensão do meu
mandato por medida liminar, gostaria de falar hoje sobre uma
grande vitória que conquistamos, graças à nossa
insistência e perseverança.Neste dia 8 de janeiro, a CEDAE ligou sua rede a um castelo d’água construído pela
Prefeitura, com capacidade para 1 milhão de litros, beneficiando
os 70 mil moradores da comunidade proletária do Jacarezinho,
na Zona Norte do Rio de Janeiro.
A sucessão
municipal e o
legado de
Brizola
Um
fantasma assombra o PDT do Rio de Janeiro, o fantasma da dúvida
atroz. Decorrido mais de um quarto de século desde a sua
fundação, como continuador legítimo do trabalhismo de Getúlio
Vargas, o partido chega às portas das eleições municipais
vivendo o mais difícil dos seus dilemas: SER OU NÃO SER fiel
depositário dos sonhos sociais e transformadores de Leonel
Brizola e sentinela das conquistas trabalhistas, tarefa a que se
entrega Carlos Lupi, no Ministério do Trabalho, para o
desconforto dos que querem ver o povo de tanga.
CLIQUE AQUI E
LEIA. |
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A
decepção do filho, que deu
adeus
ao curso de direito

Cassado
por liminar, nada mais perverso e anti-democrático
No
meu caso, não há precedentes. O que seria matéria da Justiça
Eleitoral, como se pronunciou originalmente a juíza Vanessa
Cavalieri, da 6ª Vara da Fazenda Pública, foi para o âmbito da
Justiça Comum, que sequer considerou a decisão do Plenário do
TRE do Estado do Rio, aprovada por 4 votos a 1 em janeiro deste
ano, reafirmando o fórum para eventual renúncia de um
parlamentar: ela deve ser formulada do próprio punho perante a
Casa Legislativa, como consta em todas as constituições. |
Quando meu filho de 19 anos
me comunicou a decisão de abandonar o curso de Direito, ao
concluir o primeiro período, uma serena tristeza invadiu-me a
alma, entrecortada por um melancólico sentimento de culpa.
A notícia me foi dada já no crepúsculo do dia. Escurecia e não
havia uma única estrela no céu. Antes, nuvens carregadas
aproximavam-se do maciço da Tijuca, alvo instintivo do meu
olhar. Logo em seguida, como soe acontecer aqui no sopé da serra
dos Três Rios, a luz se foi e ficamos às escuras.O mais grave em
tudo isso é a crença de que pode ter influenciado no seu
sacrifício juvenil, ainda que inconscientemente, a sucessão de
absurdos e iniqüidades que permeiam a grotesca intervenção de
magistrados da Justiça Comum ( e não a Eleitoral) ao decidirem
sobre a expropriação do mandato que me foi conferido pelo povo.
Meu filho disse simplesmente que não se viu motivado para a
advocacia, até porque ganhar dinheiro não é sua prioridade de
vida. Ele também se convenceu que erramos quando abrimos mão de
um vestibular numa faculdade pública por um certo escrúpulo,
considerando que podemos pagar uma particular e muitos que não
podem pagar são alijadas de ambas. Essa reflexão ele passou a
fazer depois da divulgação dos exames da OAB-RJ.
Mas, vivenciando esse histórico perverso e inexplicável, onde
constituições, leis, códigos e direitos elementares são
atropelados em sede liminar pelo duvidosa ilação da “fumaça do
bom direito”, não me surpreenderá se tais violações, infectadas
da mais horripilante hipocrisia, tenham inoculado nos recônditos
do seu cérebro as náuseas que sua primeira experiência
universitária lhe causaram.
Sabendo de minha própria história e dos seus irmãos mais velhos
– sacrificados e humilhados quando permaneci dois anos nos
cárceres da ditadura, mas vitoriosos e senhores dos seus
destinos – ele não vai se abater, é claro. Ainda está em tempo
de buscar aquilo em que possa acreditar para prover seu sustento
com o mínimo de prazer e dignidade.
CLIQUE
E LEIA O DEPOIMENTO DE PEDRO PORFÍRIO |
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Atirando no ministro
para alvejar os direitos trabalhistas
A verdade é que o ministro Carlos Lupi (na foto com Pedro Porfírio e
o presidente da Associação da favela do Jacarezinho), objeto do ultimato
sem qualquer fundamento jurídico, começa a desapontar aos que apostavam
que ele não teria como sobreviver, postando-se na defesa da legislação
trabalhista, ante o cerco astucioso de alguns influentes, próximos e
poderosos interessados em remover históricas conquistas sociais.
LEIA COLUNA DE
PEDRO PORFÍRIO. |
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A vitória da
derrota no “empate técnico”
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Empolgado com uma
sucessão de nove vitórias em 8 anos, Chávez se sentiu á vontade
para propor medidas explosivas, como o fim da “autonomia” do
Banco Central, a semana de 36 horas de trabalho, a incorporação
dos informais ao regime previdenciário, o voto a partir dos 16
anos e mudanças educacionais que garantiriam o acesso
prioritário dos pobres à Universidade Pública gratuita, como já
acontece na Universidade Simon Bolívar, que criou onde antes
funcionava o luxuoso edifício da PDVSA, a estatal de petróleo.
Isso tudo foi embarreirado pelo “não”, que, por conta da escassa
maioria, terá um peso muito pequeno no destino do presidente,
com mais cinco anos de mandato, e uma primeira topada, o que
certamente o levará a uma autocrítica em condições favoráveis,
como já mencionou, e a uma compreensão de que num regime
democrático, pelo qual demonstrou respeito, apesar do estigma de
“ditador”, ninguém é invencível. De onde concluo, por hoje, que
ele acabou sendo o grande vitorioso numa derrota que expõe um
verdadeiro “empate técnico”. Pelo menos, vai ser mais complicado
chamar de ditador alguém que assimila o resultado adverso de um
pleito.
LEIA
ARTIGOS DE PEDRO PORFÍRIO SOBRE O REFERENDO DA VENEZUELA. |

O ex-líder da guerrilha venezuelana,
Douglas Bravo, que recebeu Pedro Porfírio na véspera das
eleições de 2006, manteve-se irredutível no seu confronto com
Chávez, com quem conspirou até 1991, mesmo sabendo que estava
subindo no palanque da direita, ao lado dos aliados do
imperialismo norte-americano, e mobilizou simpatizantes para
votar no "não". |
LEIA MAIS SOBRE A
VENEZUELA E A NOSSA MÍDIA
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Quando a semântica manipula
o
jogo do poder
A guerra semântica de hoje leva a mesma máquina de
fabricar idiotas a taxar de ditador o presidente
Hugo Chávez, um líder eleito e reeleito pelo povo,
cujas mudanças constitucionais – ao contrário das
nossas – são submetidas a referendos com imprensa
livre, em sua grande maioria hostil a ele. E lá as
urnas eletrônicas são auditáveis, ao contrário das
nossas, porque o voto também é impresso, como queria
Brizola.
A América Latina somos nós
Se países como o Brasil se desvencilharem da tutela
dos grandes grupos internacionais e assumirem com
ações concretas um projeto de integração e parceria
leal com seus vizinhos, teremos uma nova potência -
a América Latina. |
Crise do gás: vamos falar a
verdade!
Toda
essa celeuma sobre o gás natural é uma grande pasmaceira que tem de
tudo: má fé, incompetência, irresponsabilidades, manipulação de
informações, jogo de interesses e, sobretudo, desrespeito aos direitos
elementares dos cidadãos. Isso sem falar no mais sofisticado: a
tentativa de convencer os brasileiros que precisamos ir á guerra contra
a Bolívia.
CLIQUE AQUI E LEIA A COLUNA DE PEDRO
PORFÍRIO NA TRIBUNA DA IMPRENSA.
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Por que a
verdade
dói e
está fora de moda
Houve um tempo em
que uma pitada de verdade não fazia mal a ninguém.
Hoje faz. Do jeito que a banda toca você não pode
ousar falar nem uma meia verdade. Nem um tiquinho,
nada que possa ameaçar o circo da mentira que se
instalou em nosso torrão. CLIQUE E
LEIA COLUNA
DE PEDRO PORFÍRIO NA TRIBUNA DA IMPRENSA
O seqüestro do
raciocínio e o apagão da inteligência
Nos
dias de hoje, nada me assusta, deprime e revolta tanto como o
seqüestro do raciocínio. Nada é mais danoso e demolidor. Nada
causa tantos males à espécie humana.
Não.
Eu não estou falando da corrupção da consciência. Nem da
corrosão do caráter. Nem da desfiguração do sentimento. Não me
refiro à extinção dos valores morais, éticos e religiosos que um
dia pesaram nas atitudes.
CLIQUE E LEIA
As trapaças e a reação de
cada um de nós
O que nos
une - a mim e a você – é o sentimento de revolta diante dessa rotina
cínica de trapaças explícitas e impunes. Isso basta. Não podemos nos
dividir, tentando puxar brasa para nossas antigas paixões, nossas
idiossincrasias e nossas visões ideológicas.CLIQUE
E LEIA
Globalização
de mãos sujas
O desbaratamento pela
nossa Polícia Federal e pela Receita de um sofisticado esquema de
fraudes, contrabando e corrupção envolvendo uma das gigantes
norte-americanas de informática mostra os riscos a que estamos expostos
nessa febre de importação que tantos danos tem causado ao povo
brasileiro, em nome da "globalização inevitável. Para mim, essa trama
tem a ver com as mágicas que levam ao fechamento de fábricas no Brasil,
onde a mão-de-obra é pessimamente remunerada, e até mesmo à conspiração
que pôs no chão a nossa mais tradicional companhia aérea.
CLIQUE E LEIA |
Que bom que
somos tantos os indignados
Em nenhum momento, pretendi
mais do que externar o que vinha ao mesmo tempo do meu cérebro e
do meu coração. Mas a constatação de que uma perigosa anemia
mental alastra-se como uma epidemia que desfigura e amesquinha
as personalidades teve o efeito de um choque, ao ponto de
receber a seguinte mensagem: " Nunca nos tempos atuais li um
texto tão correto, tão verdadeiro e por isso mesmo,
infelizmente, tão triste".
CLIQUE E
LEIA

Audiência pública sobre anistia na Câmara
Municipal do Rio de Janeiro, presidida pelo vereador Pedro
Porfírio, com a presença do presidente da Comissão de Anistia,
Paulo Abrão.
Uma anistia de
verdade para remover o lixo autoritário
Não
tenho a menor dúvida: por mais que o processo de anistia, no seu
sentido lato, seja condição essencial do restabelecimento do
estado de direito, a sua plena execução é o maior desafio de
nossos dias. Sob os mais variados pretextos, as resistências ao
reconhecimento devido às vítimas dos anos de exceção, casuísmos
arbitrários e perseguições infernais ainda permanecem instaladas
em trincheiras invisíveis e podem tornar o exercício da
reparação um ato de heroísmo dos encarregados institucionais
dessa missão.
LEIA MINHAS
COLUNAS NA TRIBUNA DA IMPRENSA.
A ditadura e o tratamento dos
militares subalternos
CLIQUE E LEIA
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Ministro na favela, execuções e “apartheid
social”

Ministro do Trabalho no Jacarezinho: à vontade e recebido
com carinho pela comunidade. |
No sábado, dia 20, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi,
percorreu a mesma comunidade, em minha companhia, sem nenhum
tipo de segurança policial. Passou de 11 às 14 horas ali,
assistiu a um documentário sobre as ruínas do parque industrial
do Jacaré, viu a Casa da Paz abandonada e ouviu reivindicações
da Associação dos Moradores, do movimento “Jacarezinho quer
paz” e de pastores evangélicos. Foi a primeira vez em 75 anos
que um ministro do Trabalho visitou aquele parque proletário.
Isso, praticamente toda a mídia desconheceu, com exceção da
Redetv, do jornal “Povo do Rio” e da “Folha” e do “Estado de
São Paulo”.
CLIQUE E LEIA. |
O fechamento dafábrica da GE no
jogo sujo da globalização
O anúncio de que a GE desativará sua fábrica de lâmpadas em Maria da
Graça, Zona Norte do Rio de Janeiro, já no início de 2008, é um dos
maiores desafios para todos os governos – federal, estadual e municipal
- e reflete tão somente a perigosa submissão do Brasil a uma
globalização em que só temos a perder.CLIQUE
E LEIA.
Apertem o cinto: os nossos
pilotos estão sumindo
Se era isso o que queriam, estão conseguindo: nossos
pilotos estão sumindo. Falo do plantel mais experiente e mais treinado
da aviação comercial brasileira, os formados e provados na mais
tradicional companhia de nossa história – a Varig, Varig, Varig.
CLIQUE E LEIA
Ainda há Justiça: eu
que o diga
A partir de
agora, no entanto, com a decisão cristalina da juíza Jacqueline
Montenegro, sinto-me mais à vontade, em razão do que estou imensamente
grato aos advogados Siqueira Castro, Alexandre Wider, Adriana Zamponi e
Vânia Aieta. Eles se empenharam em minha defesa tão somente por
acreditarem no meu direito. Nada me custaram, a não ser o compromisso da
coerência em relação ao meu passado e ao respeito devido ao que lhes
levou ao gesto solidário.
CLIQUE E LEIA
Primeira avaliação sobre o
PDT no governo Lula
|
Pelo que pude perceber, o esforço gigantesco de
Carlos Lupi (foto) para dar um novo impulso no Ministério do
Trabalho não encontra ressonância no conjunto do governo. Esta
pasta, aliás, mais parece “caveira de burro”.Nessas horas, é
preciso contar com a intuição que foi marca de Brizola e a
análise científica que monitorem uma postura coerente e
pragmática. Tentar sobreviver só com o ônus do poder é mais do
que temerário: beira ao suicídio político.
CLIQUE
E LEIA |
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As mesmas práticas, a mesma
hipocrisia
O governo
do presidente Luiz Inácio se mantém fragilizado na sua rendição
incondicional a um jogo político menor, sob o império da mistificação,
que não consegue encobrir suas práticas de um primarismo catastrófico.
CLIQUE E
LEIA
O
resgate que vale a nossa soberania
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Poucos
desmandos geraram tanta indignação como a indefensável
privatização da Companhia Vale do Rio Doce, uma afronta que
expõe as vísceras da corrupção, do favorecimento, do desprezo
pela soberania nacional, pelo meio ambiente e de tudo o mais de
ruim e danoso que se possa imaginar.
Tudo
que aconteceu naquele obscuro 1997 tem as manchas da mais
acintosa imoralidade. Nada mais indecente aconteceu depois
daquele leilão que entregou nossas riquezas de mãos beijadas e a
preço de banana: R$ 3,3 bilhões para um patrimônio real de R$ 92
bilhões. Aquele preço representa hoje o lucro de 3 meses da
companhia: só em 2005, esse lucro somou R$ 12,5 bilhões.
CLIQUE E
LEIA |
Um festa para
crianças do "primário"
Um país cuja economia está sujeita aos humores do
"mercado" e que não detém a posse e controle de suas riquezas naturais
não se pode considerar independente. Daí a impropriedade da festa de
hoje, um evento simbólico para as crianças do curso primário.
CLIQUE E LEIA.
O
direito à verdade sobre
os
crimes da ditadura
A Justiça e os sonhos de
um estudante de Direito
Porque Getúlio e Brizola ainda vivem!
 |
Não
há como lembrar a morte do presidente Getúlio Vargas, sem falar
do seu mais legítimo continuador. E não há como recordar o mundo
que o grande estadista nos legou, apesar da orquestração
reacionária, sem ligá-lo, por laços de sangue e de sonhos ao
baluarte com quem convivemos até 2004.
Getúlio Vargas hoje está mais vivo do que nunca. Como
Brizola. E como todos os que doaram suas vidas à causa de um
Brasil realmente livre, justo e próspero.
LEIA COLUNA DE
PORFÍRIO NA TRIBUNA. |

Anistia como selo
do regime de direito
Falo pelos milhares de brasileiros que sofreram as mais diversas
e mais perversas perseguições, que lhes acarretaram a morte
brutal, o “desaparecimento”, a forja de “suicídios”, o
banimento, o exílio, o desemprego forçado, o isolamento, a vida
na clandestinidade, a destruição de suas carreiras e de seus
sonhos, a fome, a miséria, as crises familiares e mais um
rosário de humilhações.
LEIA COLUNA DO PORFÍRIO NA TRIBUNA DA IMPRENSA.
Leia mais sobre a ADIN do PDT contra a Lei
de "recuperação das empresas"

Os movimentos de mulheres foram à Câmara
dar todo apoio ao ministro da Saúde,
por sua corajosa política em defesa dos
direitos reprodutivos |
Por um ministério da saúde e não das doenças
Convenhamos: já estava na hora do Ministério da
Saúde deixar de ser Ministério das Doenças. Nesse país em que
não se escreve o que se fala, ou se escreve por linhas tortas,
um choque frontal na questão da saúde pública era o mínimo que
se impunha diante da calamidade numa área em que tudo está com
sinais trocados, acarretando uma septicemia social.
CLIQUE AQUI E
LEIA A COLUNA DO PORFÍRIO NA TRIBUNA. |
Minha coluna na TRIBUNA DA IMPRENSA
de 6 de agosto de 2007
Apesar de tudo, "Fora
Lula"
hoje, nem pensar!
Menos.
Com a autoridade de quem primeiro viu e primeiro denunciou o “cavalo de
pau” do governo petista, declaro para todos os fins que esse discurso de
“Fora Lula” é hoje obra da irresponsabilidade, da demência e do rancor
de quem não está nem aí para a sorte do povo brasileiro.
CLIQUE
E
LEIA NO JORNAL ELETRÔNICO.
CAIXAS PRETAS E MÉTODOS
PRIMÁRIOS
DE GOVERNO
Não há
sinais de que esse governo que obteve os votos de 63 milhões de
brasileiros tenha se dado conta do pântano em que pode se afundar. Neste
exato momento, como todos vimos, dá curso a uma arriscada assimilação da
insensatez mesquinha, segundo a filosofia franciscana proclamada um dia
pelo então deputado Roberto Cardoso Alves: é dando que se recebe.CLIQUE
E LEIA
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Poder e
ambições como causas das tragédias |
Em toda
a história de nossas aéreas, as companhias sempre funcionaram como
joguetes do poder, até porque dele dependiam nos financiamentos
internacionais, nas compras de aeronaves e na obtenção de novos “slots”
(licenças para pousos e decolagens).
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Comandante Elnio Borges, base de comentário de
Tereza Cruvinel sobre as raízes do caos aéreo e sobre a
insegurança nos vôos, hoje |
E,
no entanto, as nuvens
continuam carregadas
Se não fosse pelas
vítimas fatais, pelo clima de consternação e dor que cortou o país como
um raio flamejante, eu diria simplesmente: bem feito -
o governo está colhendo o que plantou.
Essa crise aérea, que está longe do fim, é a mais deprimente pantomima
de uma ópera bufa, cujos atores leram o script, mas, por aprendizes de
feiticeiros, renderam-se ao improviso de “cacos” de mau gosto.
CLIQUE E LEIA
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Há mais coisa no
ar além dos
aviões de reversos
travados

Milton Zuanazzi, diretor geral da ANAC, tem grande
responsabilidade na crise aérea, que começou com o abandono da
Varig, empresa modelo que se recusou a ser um ônibus que voa,
devido ao alto nível do seu pessoal. |
Enquanto o governo não refizer sua
postura em relação a Varig, o país precisará de muitos anos para
resgatar a normalidade. Esse pessoal da ANAC, a quem cabe a gestão dos transportes aéreos, já mostrou a que
veio.
Graças à sua desastrada gestão, chegamos onde chegamos e assistimos ao
sacrifício da companhia aérea âncora, que manteve os melhores índices
técnicos de operação, incluindo segurança de vôo, pontualidade e
qualidade dos serviços e tinha os profissionais mais bem preparados e
exigidos, recusando-se a transformar-se em ônibus que voam. Como
conseqüência desse golpe, nossos pilotos sumiram e estamos hoje à mercê
de duas empresas comadres, que só pensam no lucro fácil.
CLIQUE E LEIA |
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Toda discussão sobre o acidente desta terça-feira só aportará
especulações dirigidas. Ninguém vai querer se responsabilizar
por uma tragédia que chocou o país. Portanto, todos incriminam
todos: só falta aparecer alguém para culpar as rádios “piratas”,
que entrariam na história como o mordomo nos romances de Agatha
Christie. |
Leia minha coluna na
TRIBUNA DA IMPRENSA de 20 de julho de 2007
Não
há como
tapar o Sol com a peneira: as vaias ao presidente Lula no Maracanã,
respeitadas suas características peculiares, podem ser entendidas como
uma ampla pesquisa de opinião, com a vantagem de ter sido pública,
aberta, espontânea e à prova de manipulação.
Não festejo a manifestação porque ficou muito chato o presidente da
República ter decidido não formalizar a abertura dos jogos
pan-americanos, como é da tradição, por conta do constrangimento que
passou.
LEIA COLUNA COMPLETA.
Varig e Aerus: o que falta
é vontade política
http://www.tribunadaimprensa.com.br/coluna.asp?coluna=porfirio
Leia minha coluna na
TRIBUNA DA IMPRENSA de 13 de julho de 2007
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Por iniciativa do vereador Pedro Porfírio, a
Câmara Municipal do Rio de Janeiro concedeu a MEDALHA DO MÉRITO
PAN-AMERICANO à delegação de Cuba, pelo sucesso no da
política governamental que dá prioridade aos esportes na
formação de sua juventude.
LEIA E VEJA FOTOS |
A
nova maravilha do faz-de-conta nacional
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Nesse clima de “vitória” da quantidade sobre a qualidade, isto
é, nesse despropositado critério de avaliação, já não consigo
conter minha indignação, tal a sensação que me domina, como se
um grande mestre tivesse obtido seu diploma por ter mais amigos
na praça, de resto algo em sintonia com os dias de hoje, em que
o país está a mercê de incompetentes medíocres e corruptos
espertos.
LEIA COLUNA DE PEDRO PORFÍRIO NA TRIBUNA
DA IMPRENSA DE 9 DE JULHO DE 2007. |

Foto da FOLHA DE SÃO PAULO |
Saudades de Brizola, meu mestre
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Há exatos três anos, no cair da tarde de uma
segunda-feira, 21 de junho de 2004, o povo brasileiro perdia um
dos seus maiores estadistas - Leonel de Moura Brizola.
Até hoje não consegui assimilar as circunstâncias
em que ele morreu. Na noite de domingo, apesar de acamado, havia
recebido em casa Garotinho e Moreira Franco, que foram propor
uma aliança em torno do seu nome para a Prefeitura do Rio de
Janeiro, nas eleições daquele ano.
No dia seguinte, como ele passou mal, foi levado
para o Hospital São Lucas, que estava em obras. Ao ser
transferido para outro prédio, onde faria exames, morreu no
elevador. Nada mais imprevisível.
Hoje, a sensação do vazio que ele deixou é
aterrorizante. Parece que Brizola se foi há uma década. Ou mais.
E sua partida nos levou um dos últimos políticos de elevada
estatura moral e inegável carinho pelo povo trabalhador, pelas
crianças, pelos idosos.
Duas vezes governador do Estado do Rio de
Janeiro, governador do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto
Alegre, Leonel Brizola também foi uma das figuras mais
injustiçadas da nossa vida pública. Quem tinha poder na mão –
inclusive a mídia – tratou de destruí-lo.
E com isso, quem mais perdeu foi o povo
brasileiro, ao qual ele dedicou os 82 anos de vida,
insurgindo-se como coragem e desprendimento sempre que os
interesses nacionais e os direitos dos trabalhadores eram
ameaçados ou minados.
Desde aquele 21 de junho de 2004 eu me sinto como
um verdadeiro órfão político. Acredito que muitos brasileiros
têm a mesma sensação. Pior: temo que tão cedo não apareça
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alguém
com a mesma visão e os mesmos sentimentos patrióticos e a mesma
coerência, com o mesmo carisma e a mesma disposição de luta que
marcou sua admirável biografia.
Isso é muito grave. Durante anos, Brizola povoou
os sonhos dos brasileiros mais humildes, como uma esperança
real, porque nunca, em momento algum, vacilou na defesa de suas
idéias que tinham como referência o país soberano e justo que
todos desejamos.
Lembrar o que ele representou durante 60 anos da
história brasileira é tarefa que cumpro com os olhos cheios de
lágrimas e muita saudade. |
A partir de agora
você receberá nossas colunas pelas pelo

Clamor pela paz em meio às execuções policiais
“O social parou, a educação parou, a economia parou. Só recebemos bala.”
Antonio Tibúrcio, presidente da Associação dos Moradores da Vila
Cruzeiro, na Penha.
Você não tem uma idéia do que está acontecendo nas comunidades pobres do
Rio de Janeiro, irresponsavelmente CRIMINALIZADAS e envolvidas numa
verdadeira guerra de guerrilhas por conta de uma política de segurança
marcada pela incompetência e espírito de terra arrasada, resultado de um
despreparo explícito do governador Sérgio Cabral FILHO e de todo o seu
secretariado.
LEIA COLUNA DE PEDRO PORFÍRIO NA TRIBUNA
 Idosos
do Jacarezinho no Cristo; sonho de paz numa comunidade
massacrada pela ação policial. |

Crianças do grupo de dança do Jacarezinho,
antes da manifestação pela paz, com a participação de Pedro
Porfírio. No dia seguinte, mais violência policial. |
Voto
em lista, uma proposta indecente
“Com o
miserável VOTO DE LISTA, 120 milhões de brasileiros, terão que
referendar essa escolha feita pela cúpula dos partidos, quase toda ela
CORRUPTA e indefensável”.
Hélio Fernandes,
TRIBUNA DA IMPRENSA, 13 de junho de 2007
LEIA COLUNA DE
PEDRO PORFÍRIO NA TRIBUNA DA IMPRENSA
A
corrupção é intocável. O resto é simulação
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Circula na internet um e-mail bem humorado com um
pedido pra lá de extravagante: “repassem até chegar ao Bin Laden”.
Na carta eletrônica apenas uma foto, a do Congresso Nacional,
com uma faixa fincada em seu gramado: “Bin Laden, aqui tem mais
duas torres”.
Cito essa brincadeira sem nenhuma pretensão. Ou
melhor, apenas para mostrar a quantas nossa preclara classe
política chegou na boca e nos computadores dos brasileiros.Leia mais.
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A corrupção que a todos compromete
Ou o
Brasil se une de verdade para dar um basta à corrupção, ou a corrupção
inviabilizará o Brasil. Não estou exagerando, nem fazendo
sensacionalismo. E vou logo dizendo: engana quem diz que ela só acontece
no âmbito das relações com o poder público. Age de má fé quem tenta
circunscrevê-la à atividade de Estado, aos políticos e ao Judiciário.
Desdobramento da audiência pública da
Varig
Ministro
recebe Porfírio, lideranças e vê caminho aberto na busca de uma solução
para a novela
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O governo está realmente empenhado em encontrar
uma solução rápida para o pessoal da Varig e para os
participantes do Fundo Aerus. “Essa solução pode sair mais
rápida do que muitos esperam, pois o caminho nesse sentido já
está aberto”.
Foi o que disse nesta segunda-feira o ministro
Carlos Lupi, que recebeu o vereador Pedro Porfírio e os
dirigentes das associações de funcionários da Varig, em
audiência na Delegacia do Ministério do Trabalho do Rio de
Janeiro.
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Light tem a ajuda que foi negada à Varig
Previdência: um novo ataque à vista
Bento XVI no Brasil
Uma visita sob o signo da intolerância
Chefe do Estado do Vaticano
quer impor sua Lei a um Estado soberano e laico.
Sobre a “sombria tormenta” que abala a igreja católica
Discurso do retrocesso
procura encobrir uma crise que é da igreja católica e não dos
fiéis.
Varig: 80 anos de muita tristeza e vergonha
PEDRO
PORFÍRIO PROMOVE A AUDIÊNCIA DA VIRADA
Ministro CARLOS LUPI
assume a causa dos trabalhadores e aposentados da Varig e do Aerus
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O vereador Pedro Porfírio
conseguiu uma grande vitória junto com os funcionários e
aposentados da Varig com a realização de uma grande audiência
pública, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, com a presença
do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que, ao declarar legítimas
as reivindicações dos trabalhadores, comprometeu-se a levar
diretamente ao primeiro escalão do governo federal as suas
propostas. A posição do pessoal da Varig foi apresentada pelo
comandante Elnio Borges e outros colegas. A audiência teve a
presença do deputado Paulo Ramos, presidente da CPI da Varig na
Assembléia do RJ, dos Secretários do Trabalho do Estado,
Alcebíades Sabino, e do município, Wanderley Mariz, que
representaram o governador Sérgio Cabral e o Prefeito Cesar
Maia. | |